O líder do PT no Senado, Camilo Santana (CE), revelou a aliados que agiu com aval direto do Palácio do Planalto ao propor a redução da maioridade penal. O senador e coordenador da campanha de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a ordem partiu do próprio presidente da República antes da votação no Congresso Nacional.
Racha na base governista A articulação causou um racha imediato na bancada governista. Integrantes do comitê de campanha saíram em defesa do parlamentar cearense e confirmaram que ele não tomaria a decisão sem a concordância expressa de Lula.
Estratégia contra a oposição A cúpula governista patrocinou a emenda para tentar esvaziar a ofensiva da oposição. Os adversários preparavam um texto com a redução da maioridade penal para 14 anos em crimes hediondos, o que gerou alarme no núcleo político do governo federal.
O presidente da República conversou com Camilo na quarta-feira, 14, antes do envio da proposta ao plenário. A manobra irritou dirigentes históricos da esquerda, que consideram o recuo temático uma capitulação do PT às vésperas do segundo turno.
Impacto no Senado O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), retirou a PEC da Segurança da pauta de votações nesta quinta-feira, 15. A decisão ocorreu logo que o conflito entre petistas e oposicionistas inviabilizou a análise da matéria.
A base governista considerou o resultado positivo apesar do desgaste público provocado pela divisão partidária. O adiamento evitou uma derrota eleitoral no plenário a dez dias da votação decisiva.






