Home / Política / Governistas comemoram aval do Senado ao fim da escala 6×1 perto do 2º turno

Governistas comemoram aval do Senado ao fim da escala 6×1 perto do 2º turno

Governistas festejam 6 X 1 e chamam proposta de Flávio de escravidão

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva celebraram nesta 4ª feira (14.out.2026) a aprovação, pelo Senado, da proposta que acaba com a escala de trabalho 6 x 1. A votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) ocorreu em 2 turnos e registrou 75 votos favoráveis e apenas 1 contrário, representando um triunfo político para o governo a 11 dias do 2º turno das eleições presidenciais.

Mudanças na jornada de trabalho O texto aprovado determina a redução gradual da jornada semanal máxima de 44 para 40 horas e assegura dois dias de descanso remunerado, tudo isso sem redução nos salários. O relator da matéria, senador Omar Aziz (PSD-AM), destacou a importância da medida: “Isso não é um benefício, é a realidade. Menos trabalho, mais produtividade e sem perda salarial”. Segundo ele, a iniciativa devolve a dignidade para homens e mulheres.

A líder do Governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), avaliou que a mudança amplia o tempo de descanso e ajuda a combater o adoecimento laboral. “Alguns partidos votaram por convicção e outros por interesses, mas contribuíram para a aprovação. Estamos felizes com uma entrega importantíssima para a sociedade”, declarou a parlamentar, ressaltando o recuo da oposição.

Críticas a Flávio Bolsonaro Durante as declarações após a sessão, o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), autor da PEC 221 de 2019 que deu origem à proposta, classificou o resultado como a maior conquista dos trabalhadores desde a criação da CLT em 1943. O parlamentar também rebateu o modelo de contratação por hora defendido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). “A oposição quer a escravidão moderna”, declarou Lopes, adjetivando a ideia do adversário como uma “vergonha”.

O comportamento do candidato à Presidência também foi alvo de reprovação por parte do senador Renan Filho (MDB-AL) e da deputada federal Erika Hilton (Psol-SP). Os políticos criticaram a ausência de Flávio no plenário e a mudança repentina de posicionamento sobre o tema. “Você sempre pode mudar de posição, de opinião, pode achar algum argumento de outra pessoa, de outro grupo político. Você só não pode ser candidato a presidente da República e fazer uma mudança dessa natureza e não vir hoje participar da sessão”, declarou Renan Filho.

Cronograma de transição A implementação das novas regras ocorrerá de forma escalonada. Dois meses após a promulgação da emenda, o limite semanal passará de 44 para 42 horas. Após o período de um ano, o teto cairá definitivamente para 40 horas semanais, consolidando a nova estrutura de descanso para a classe trabalhadora brasileira.

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *