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Senado aprova fim da escala 6×1 e Flávio Bolsonaro vota a favor após pressão

Ausente nas discussões, Flávio Bolsonaro cede a pressão e vota a favor da PEC do fim do 6x1

O Senado Federal aprovou na noite desta quarta-feira (14), em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece o fim da escala 6×1. O placar expressivo registrou 75 votos favoráveis e apenas um voto contrários, desferido pelo senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).

Mudança de voto e ausência nos debates Embora tenha garantido seu voto favorável, o senador e candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), adotou uma postura distante das fases preliminares do projeto. O parlamentar não marcou presença em nenhuma das cinco sessões de debate que ocorreram no formato semipresencial, comparecendo ao plenário exclusivamente no momento do registro do voto.

A reviravolta no posicionamento do senador ocorreu na terça-feira (13), após uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena em regime domiciliar devido a uma condenação por tentativa de golpe de Estado.

Histórico de oposição e propostas alternativas Antes da decisão tomada nesta semana, Flávio Bolsonaro era publicamente contrário aos moldes da PEC em discussão no Congresso. O representante do PL sustentava a bandeira de uma jornada flexível, na qual patrão e empregado negociariam diretamente os termos, o que poderia implicar na redução salarial proporcional à diminuição da carga horária.

Durante uma reunião com empresários realizada em agosto na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o político argumentou que a autonomia do trabalhador para definir o próprio horário seria uma alternativa viável ao fim definitivo da escala 6×1.

A proposta defendida pelo grupo ligado a Flávio estipula o pagamento com base nas horas efetivamente trabalhadas, acompanhado da retificação salarial proporcional. Segundo relatos de aliados, o plano do senador é tentar reverter ou alterar o texto atual no período posterior ao pleito eleitoral.

Repercussão política A conduta do candidato gerou reações severas entre os parlamentares que atuam na linha de frente pela aprovação da medida. A deputada Erika Hilton (PSOL-SP), uma das porta-vozes da PEC no Congresso Nacional, manifestou forte oposição à estratégia do adversário:

“A campanha do Flávio Bolsonaro subiu nas tamancas e acredita que já está eleito. E eles acreditam que, sendo eleito, eles poderão, com a maioria que conseguiram construir tanto na Câmara quanto no Senado, revogar qualquer decisão que seja aprovada agora”, afirmou.

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