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Campanha de Lula foca na Meta e aciona OEA por suposta interferência nas eleições

Campanha de Lula avalia interferência no Grok e X, mas prioriza Meta

A equipe estratégica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu concentrar seus esforços de monitoramento e ação legal na Meta, avaliando que a empresa de Mark Zuckerberg concentra cerca de 90% das irregularidades mapeadas. Embora os aliados do governo acompanhem episódios de possível interferência no X e na inteligência artificial Grok, da xAI, o entendimento interno é de que o alcance dessas outras plataformas é mínimo no cenário nacional atual.

Falhas técnicas e IA sob suspeita Durante coletiva realizada na 4ª feira (14.out.2026), o líder do PT no Senado e porta-voz da campanha, Camilo Santana, apontou que a Meta favorece Flávio Bolsonaro (PL) por meio da ferramenta de inteligência artificial integrada ao WhatsApp. Segundo o relato, ao solicitar uma bandeira do atual presidente, a tecnologia falha em exibi-la, mas mostra o símbolo associado ao adversário político.

A busca por termos específicos também apresentaria desvios direcionados, enquanto o caminho inverso não ocorreria. Além disso, a campanha reportou instabilidades técnicas nos canais oficiais de Lula, incluindo a supressão temporária do botão de compartilhamento e falhas nos Stories. Conforme o senador, a plataforma reconhece a existência de problemas técnicos, mas falha em garantir transparência, somando mais de 2.500 denúncias recebidas de eleitores em um intervalo de três dias.

Estratégia internacional e denúncias externas Diante do cenário, a coordenação da campanha planeja levar formalmente o caso à OEA (Organização dos Estados Americanos) e à ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados). Na 5ª feira (15.out), o grupo se reunirá com observadores internacionais credenciados junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Em paralelo, a articulação política buscou apoio global na mesma 4ª feira (14.out.2026), em um encontro com legendas e organizações de defesa democrática de mais de 12 países, incluindo Estados Unidos, Reino Unido, Argentina, Colômbia, Moçambique, Guatemala, Honduras, Uruguai, Venezuela, Chile e Espanha. A meta é ampliar a repercussão do tema em parlamentos e na imprensa estrangeira.

Posicionamentos e histórico de atritos A Meta nega veementemente as acusações formalizadas pela campanha presidencial. Por meio de nota oficial, a companhia classificou as alegações como falsas e reiterou seu compromisso com o cumprimento das normas que regem o processo eleitoral.

Por sua vez, o marqueteiro Sidônio Palmeira correlacionou as suspeitas de manipulação aos interesses dos Estados Unidos, traçando paralelos com episódios como o Brexit e argumentando que a empresa historicamente favorece o espectro político da extrema-direita. “Estão objetivamente interferindo nas eleições dos brasileiros”, declarou ao afirmar não ter dúvidas sobre o interesse norte-americano no pleito interno.

O embate com as chamadas big techs é uma pauta contínua da gestão atual, que desde o início do ano cobra legislações mais rigorosas contra os riscos algorítmicos. O presidente abordou o tema publicamente em abril, na Espanha, ao criticar o “colonialismo digital”, enquanto o Planalto editou decretos em maio para ampliar a responsabilização das plataformas e denunciou, em julho, pressões de congressistas republicanos norte-americanos contra a regulação nacional.

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