O Ministério da Educação da Albânia foi incendiado nesta quarta-feira (14) durante um violento protesto de estudantes na capital, Tirana. A mobilização, que marca o segundo dia de atos no país, foi marcada por depredações de prédios e confrontos diretos com as forças de segurança.
Confrontos e uso de gás lacrimogêneo Para dispersar a multidão enfurecida, os policiais utilizaram bombas de gás lacrimogêneo. Vários participantes dos atos acabaram detidos pelas autoridades locais, conforme relatos de testemunhas e informações divulgadas pela imprensa internacional.
Reivindicações dos manifestantes Os organizadores do movimento explicaram que a revolta é motivada pela precariedade das universidades, pelo alto custo do ensino superior, pela escassez de apoio financeiro e pela falta de perspectivas profissionais após a formatura.
A manifestante Luljeta Kola resumiu o sentimento de revolta da juventude ao declarar: “O que a Albânia precisa é de uma revolução, uma mudança, uma derrubada completa do sistema, porque não pode continuar assim” Ela também destacou a existência de uma profunda injustiça social e de um abismo expressivo entre ricos e pobres na nação europeia.
Reação do governo Diante da escalada da violência e da destruição de patrimônio público, a vice-primeira-ministra da Albânia , Albana Koçiu, manifestou seu descontentamento por meio de uma publicação na rede social Facebook: “A violência não foi, não é e nunca será uma solução. Atirar pedras, atacar instituições e a polícia, bem como destruir bens públicos sem sentido, não são formas de expressão da juventude”
Contexto internacional Essas manifestações em território albanês ocorrem paralelamente a ondas de protestos estudantis registradas recentemente em outros países, a exemplo da França e da Índia, evidenciando uma insatisfação global da juventude com as atuais condições educacionais e econômicas.






