O Centro Integrado de Reabilitação (Ceir) disponibiliza um mamógrafo adaptado para o atendimento de pessoas com deficiência que desejam ou precisam realizar o exame de mamografia no Piauí. O local já ultrapassou a marca de três mil exames executados por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) ao longo de 2025.
Como realizar o agendamento na rede pública
Todos os exames executados na instituição são custeados pelo SUS. Para iniciar o processo, a paciente precisa apresentar um pedido médico em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de sua região e requisitar o encaminhamento direcionado ao Centro de Diagnóstico do Ceir. Concluída essa etapa, a central de atendimento repassará as instruções detalhadas com a data e o horário reservados.
A importância da prevenção contínua
O projeto ganha visibilidade durante a campanha Outubro Rosa, período focado na conscientização sobre a prevenção e a detecção precoce do câncer de mama. Quando o tumor é descoberto em fases iniciais, as terapias aplicadas costumam ser menos invasivas e as taxas de cura aumentam de forma expressiva.
De acordo com a supervisora do Centro de Diagnóstico do Ceir, Scheila Ribeiro, os cuidados com a saúde devem ser mantidos durante todo o ano. A especialista destacou que a tecnologia do aparelho assegura a mobilidade necessária para ajustar o equipamento à estatura de mulheres cadeirantes, proporcionando plena acessibilidade no momento do procedimento.
“Apesar do destaque ao mês de outubro, a mensagem que queremos passar é de prevenção em todos os meses do ano. Aqui no Centro nós recebemos todas as mulheres e contamos com um mamógrafo capaz de descer até a altura de uma pessoa que usa cadeira de rodas. Isso significa mais dignidade e reforça o chamado para todas as mulheres”, explicou.
Diretrizes e faixa etária para o rastreamento
No mês de setembro de 2025, o Ministério da Saúde expandiu o público-alvo da mamografia de rastreamento para incluir mulheres com idades entre 50 e 74 anos. Para esse grupo, a orientação oficial é que o procedimento preventivo ocorra periodicamente a cada dois anos.
Pacientes que se encontram fora dessa faixa etária e não apresentam sintomas clínicos visíveis também têm direito ao exame pela rede pública. Nesses cenários específicos, a liberação médica depende de uma análise clínica individualizada junto a um profissional da saúde, que ponderará os riscos e as vantagens da triagem.






