Faleceu nesta segunda-feira (12), aos 100 anos de idade, Jorge Henrique Dumont Dodsworth, sobrinho-neto do renomado inventor brasileiro Santos Dumont. Ele dedicou grande parte da sua trajetória a guardar e proteger a história do criador do avião.
Luto oficial e despedida
A partida foi comunicada publicamente pelas redes sociais da prefeitura do município mineiro de Santos Dumont e também pela Fundação Casa de Cabangu, instituição que administra o museu situado na fazenda natal do aviador. O velório aconteceu na terça-feira, 13, e a administração municipal decretou luto oficial com duração de três dias.
Contribuição para o museu
A relevância de Jorge Henrique para a manutenção da memória histórica foi evidenciada em uma nota de pesar divulgada pela Fundação Casa de Cabangu. O texto pontuou que grande parte dos itens de valor que integram o acervo do museu foi obtida através de doações feitas por ele, refletindo seu afeto pela residência onde Alberto Santos Dumont nasceu.
A instituição ressaltou que ele “ajudou a preservar memórias e a manter viva uma herança que pertence a todos os brasileiros, e, por isso, o legado dele permanecerá em cada objeto preservado, em cada história compartilhada e em cada visitante que descobrir, em Cabangu, as raízes de um dos maiores sonhos da humanidade”.
Memórias de infância
Embora Santos Dumont tenha falecido em 1932, época em que Jorge Henrique contava com apenas seis anos de idade, o sobrinho-neto relatou em diversas conversas com jornalistas ao longo dos anos que guardava lembranças de quando o célebre parente visitava a residência de seu pai, na época em que moravam no Rio de Janeiro.
O inventor é mundialmente celebrado por ter projetado e pilotado a primeira máquina voadora mais pesada que o ar a conseguir decolar de forma autônoma, sem auxílio de rampas. O feito histórico ocorreu com o voo do 14 Bis, em 12 de novembro de 1906, diante de espectadores no Parque de Bagatelle, situado em Paris.






