O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), Sidônio Palmeira, vai tirar férias a partir desta segunda-feira, 12, para se dedicar à campanha de reeleição do presidente Lula.
A decisão ocorre depois da derrota de Lula para Flávio Bolsonaro no primeiro turno. O senador recebeu 47% dos votos válidos, contra 45% do adversário. O resultado provocou uma crise na campanha governista, especialmente na área de comunicação, comandada por aliados de Sidônio.
O ministro foi um dos principais alvos das críticas da cúpula do PT. Ainda assim, mantém a confiança de Lula, de quem foi marqueteiro na campanha presidencial de 2022.
A 14 dias do segundo turno, marcado para 25 de outubro, o PT tenta reorganizar a campanha. O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, assumiu a coordenação da comunicação eleitoral. Entre suas primeiras sugestões está a ampliação da presença de Lula nas redes sociais, com vídeos gravados pelo próprio presidente.
De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, a equipe também poderá contar com o publicitário Otávio Antunes, conhecido por adotar uma comunicação mais agressiva. Ele trabalhou na campanha de Fernando Haddad ao governo de São Paulo neste ano.
As mudanças também atingiram a articulação política. O senador Camilo Santana (PT-CE), ex-ministro da Educação, passou a auxiliar o presidente nacional do PT, Edinho Silva, que permanece na coordenação-geral da campanha.
Sidônio deve atuar diretamente na definição das estratégias de comunicação nas duas semanas que antecedem a votação.






