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Enem 2026 em Salvador mistura capoeira, apoio familiar e recomeços

Enem 2026 em Salvador tem capoeira, apoio de pais e avós, recomeços e inícios de trajetórias

O primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio, realizado neste domingo (8), começou em clima festivo na capital baiana. A abertura da avaliação foi marcada por uma recepção aos candidatos no ritmo do berimbau, pandeiro e agogô, em Salvador.

Acolhimento cultural na entrada das provas

A iniciativa ocorreu no Colégio Estadual da Bahia, amplamente conhecido como Colégio Central, situado na região central e considerado um dos maiores locais de aplicação da cidade. A mobilização foi organizada por uma coalizão formada por integrante de vários grupos de capoeira.

Enfileirados nas escadas de acesso ao prédio escolar, os músicos entoaram cânticos e tocaram instrumentos para desejar sorte aos participantes.

“Fizemos essa união para vir recepcionar esses estudantes para dar a energia do axé da Bahia, para que eles possam tirar a nota máxima”, contou Binho Capoeira, um dos integrantes do grupo.

Participação de familiares

Entre a multidão de inscritos estava Sofia Cavalcanti, de 15 anos, que chegou acompanhada do pai, Jailton Cavalcanti. A dupla saiu do bairro do Garcia de carro rumo ao colégio. Antes de encarar os testes, a jovem ganhou um abraço de incentivo.

Como está apenas no início do Ensino Médio, esta foi a estreia da adolescente na avaliação, servindo como teste para os próximos anos. Enquanto ela respondia às questões, o pai permaneceu aguardando do lado de fora.

“A preocupação é dar esse suporte a ela, para que fique tranquila. O pai é para dar suporte aos filhos. É uma obrigação. Meu pai fez comigo”, justificou Jailton.

A mesma dedicação foi adotada por Eliene Soledade, responsável por levar a filha Lorena Vitória, de 17 anos, até o local. Diferente da colega mais jovem, Lorena conclui a educação básica este ano e utiliza a pontuação atual para tentar vaga no curso superior de Biologia.

Já Silvia Maria Marinho assumiu o posto de torcedora para apoiar o neto João Pedro Marinho, de 17 anos, morador do bairro Cosme de Farias. O rapaz também mira uma vaga no ensino superior público ou privado utilizando o exame educacional.

“Eu acho muito importante, ainda mais na idade dele, e eu, como avó, estou dando esse incentivo”, disse Silvia Maria.

Novas trajetórias após a aposentadoria

O cenário também abriu espaço para trajetórias inéditas, como a do contador aposentado Cleber Cardin, de 56 anos. Por ter finalizado sua primeira graduação antes da consolidação do atual formato do exame, ele decidiu prestar a avaliação pela primeira vez para tentar uma nova profissão nas áreas de Direito ou Administração.

“Depois da aposentadoria a gente repensa uma série de coisa. Uma delas é voltar a estudar uma nova área. E resolvi fazer o Enem com meu filho, que está em outra escola”, destacou.

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