O índice de brasileiros que encaram o futuro do país com otimismo após as eleições de 2026 superou o patamar registrado no pleito de 2022, conforme aponta a pesquisa Genial/Quaest divulgada no último domingo (8.nov.2026). O levantamento nacional ouviu 2.004 eleitores entre os dias 30 de outubro e 2 de novembro de 2026, contando com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Crescimento da confiança e queda na apreensão
De acordo com a medição realizada em 5 de novembro de 2026, 44% da população entrevistada declarou estar mais esperançosa em relação aos rumos do Brasil. Para efeito de comparação, o percentual era de 38% em outubro de 2022, antes da definição das urnas, e alcançou 41% em dezembro daquele mesmo ano.
Apesar da alta na confiança, o sentimento de apreensão ainda predomina na opinião pública. O estudo aponta que 48% dos participantes se dizem mais preocupados com o futuro nacional, ao passo que 44% demonstram otimismo e 8% não souberam responder.
Comparativo histórico e recuo da insegurança
Ainda que a preocupação supere o otimismo no cenário atual, houve um recuo expressivo na comparação com o ciclo eleitoral passado. O percentual de cidadãos apreensivos teve queda de 6 pontos percentuais frente a dezembro de 2022, quando o índice atingia 54%. Em relação a outubro daquele ano, a redução chega a 9 pontos percentuais.
Motivos que geram esperança e receio
Entre a fatia da população que se mostra otimista com o novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 20% atribuem a confiança à democracia e ao combate ao bolsonarismo. Outros 17% destacam os programas sociais e a diminuição da desigualdade, enquanto 16% valorizam a regulação das bets e das redes sociais. Educação e meio ambiente foram pontuados por 9% cada.
Em contrapartida, os principais fatores de inquietação para os pessimistas giram em torno da economia, concentrando 27% das menções devido a preocupações com gastos, dívida pública e situação financeira. Outros 17% apontam a segurança pública e a violência. Temas como corrupção e problemas de governabilidade com o Congresso somam 12% cada.






