Home / Política / Brasil pode superar os Estados Unidos e liderar o agro global até 2027

Brasil pode superar os Estados Unidos e liderar o agro global até 2027

Brasil pode virar maior exportador de alimentos até 2027, diz Alckmin

O Brasil está na iminência de se consolidar como o principal exportador de alimentos do planeta até o encerramento de 2026, desbancando os Estados Unidos dessa posição histórica. A projeção foi anunciada nesta terça-feira (13.out.2026) pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), durante solenidade oficial realizada na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária, na capital federal, para comemorar a marca de 700 mercados internacionais conquistados pelo agronegócio nacional desde 2023.

Trajetória rumo à liderança agrícola mundial

A disputa acirrada pela hegemonia global das exportações agrícolas reflete os números recentes do setor. No ano de 2025, os norte-americanos registraram vendas externas de US$ 171 bilhões, enquanto os brasileiros alcançaram US$ 169 bilhões. Para 2026, a projeção oficial dos Estados Unidos apontava para US$ 177,5 bilhões, ao passo que o território nacional tem potencial para atingir US$ 180 bilhões, caso o ritmo acelerado de crescimento seja mantido.

Durante o evento em Brasília, o vice-presidente destacou a transformação histórica pela qual o país passou nas últimas décadas. “O Brasil é o 5º país do mundo em extensão territorial, mas 60 anos atrás era importador de alimentos. E nós devemos chegar ao fim do ano sendo o maior exportador do mundo de alimentos”, declarou Alckmin.

Fatores impulsionadores e expansão comercial

Esse salto na produtividade no agro é fruto de investimentos contínuos realizados ao longo de 25 anos em instituições de referência como a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). Além disso, o avanço foi impulsionado pela forte expansão da demanda chinesa ao longo do século 21 e por conflitos comerciais entre Washington e Pequim, que impulsionaram os fornecedores locais — cenário intensificado a partir de 2018, na gestão do republicano Donald Trump.

Atualmente, o país já ocupa o posto de maior vendedor global de itens essenciais como café, açúcar, carne bovina e soja. No entanto, o setor ainda busca superar obstáculos importantes, a exemplo da necessidade de diversificar os parceiros comerciais e ampliar a inserção de mercadorias industrializadas e de maior valor agregado na balança comercial.

Novas fronteiras para o pescado nacional

O marco histórico de 700 aberturas comerciais foi consolidado após a liberação oficial para o envio de pescado brasileiro aos Emirados Árabes Unidos. No comércio exterior, a abertura de um mercado ocorre quando os padrões sanitários exigidos pela nação compradora são integralmente atendidos pelo país de origem, criando oportunidades de negócios, embora não signifique obrigatoriamente a inclusão de um novo país parceiro.

O momento foi festejado pelo vice-presidente, que resumiu a estratégia econômica ao resgatar uma frase marcante compartilhada por um colega durante seu pronunciamento oficial: “Exportar é o que importa”, disse.

A cerimônia festiva reuniu figuras de destaque do alto escalão do governo, incluindo o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *