O mercado financeiro brasileiro encerrou as negociações desta 3ª feira (13.out.2026) com movimento de baixa na Bolsa e valorização da moeda norte-americana. O dólar comercial registrou alta de 0,71%, cotado a R$ 5,020, rompendo novamente a barreira de R$ 5 após ter recuado abaixo desse patamar na semana anterior. Em paralelo, o Ibovespa, principal índice da B3, teve retração de 1,04%, estacionando nos 206.887 pontos.
Correção após semana de fortes ganhos
A sessão foi marcada por um processo de correção técnica, com os agentes financeiros demonstrando maior cautela frente ao cenário político local, especialmente devido às eleições presidenciais, e às incertezas vindas do exterior. Esse comportamento veio na sequência de uma semana bastante positiva para os ativos nacionais.
O recuo da Bolsa aconteceu logo após o índice fechar a 6ª feira (9.out) na marca de 209.067 pontos. Com o forte avanço acumulado no período anterior, investidores optaram por realizar lucros, intensificando a venda de ações nesta 3ª feira.
Desempenho divergente entre as principais ações
Enquanto a maioria dos papéis acompanhou a tendência de baixa, algumas empresas contrariaram o movimento geral da B3. As ações da Petrobras fecharam no azul, com avanço de 1,27% para os papéis preferenciais e de 1,33% para os ordinários. A PRIO também se destacou positivamente, subindo 3,17%, impulsionada pelo comportamento favorável do mercado de petróleo.
Por outro lado, a Vale funcionou como um dos principais pesos para a queda do índice, pressionada pela baixa na cotação do minério de ferro na China. Os juros futuros também subiram ao longo do dia, reforçando o clima de defensividade dos negócios.
Cenário internacional e câmbio
O avanço da divisa dos Estados Unidos esteve atrelado, em parte, à valorização global da moeda norte-americana que ocorreu na 2ª feira (12.out), data em que o Brasil celebrou feriado nacional e manteve seus mercados fechados.
Além das questões políticas internas e fiscais que geram cautela, os operadores monitoram atentamente a temporada de balanços corporativos nos Estados Unidos e novos indicadores de inflação, fatores decisivos para os rumos das taxas de juros na principal economia do planeta.






