O Partido dos Trabalhadores lançou uma campanha de financiamento coletivo online com o objetivo de quitar os débitos acumulados durante a disputa eleitoral que resultou na reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A legenda estabeleceu o limite de 11 de novembro para conseguir juntar a quantia estipulada.
“Bora ajudar a campanha Lula: doe R$ 13 até o dia 11! A sua ajuda faz diferença”, diz a vaquinha.
Movimentação financeira e limites legais
Conforme informações repassadas pelo Tribunal Superior Eleitoral, a chapa presidencial de Lula contabilizou despesas tota e oficiais de R$ 93 milhões, valor que ficou abaixo do teto de gastos permitido pela legislação para a função, estipulado em R$ 133 milhões. Em termos de receitas, a campanha obteve aproximadamente R$ 129 milhões.
O montante arrecadado teve origem majoritária no próprio partido. O Diretório Nacional do PT respondeu por 96% de toda a entrada de recursos, injetando mais de R$ 123 milhões na disputa.
Detalhamento das despesas da chapa
Os registros oficiais fornecidos pelo órgão eleitoral mostram onde foram aplicados os maiores volumes de dinheiro durante o período de votação. Os serviços prestados por terceiros lideraram o ranking, consumindo R$ 41.786.632,67 dos cofres da campanha.
Logo em seguida, o impulsionamento de conteúdos digitais apareceu como o segundo maior custo, somando R$ 14.420.000,00. Os gastos com logística e deslocamento atingiram a marca de R$ 5.991.028,45, enquanto a confecção de material impresso de publicidade absorveu R$ 4.434.200,99.
Outros investimentos significativos envolveram a produção de adesivos, que custaram R$ 4.392.885,02, e a contratação de serviços advocatícios, totalizando R$ 4.053.600,00. As despesas com passagens aéreas chegaram a R$ 3.098.416,38.
Por fim, a prestação de contas revela repasses de R$ 1.660.000,00 em doações financeiras destinadas a outros candidatos e legendas, além de R$ 1.500.000,00 aplicados na realização de pesquisas e testes de opinião ao longo do processo eleitoral.






