O cenário político nacional registra 48% de aprovação e 44% de desaprovação para a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conforme aponta o levantamento da Quaest divulgado neste domingo (8). Esta é a primeira consulta de opinião pública sobre o desempenho do Executivo federal realizada após o período eleitoral.
Expectativas da população e metodologia
Apesar da divisão na avaliação da gestão atual, o estudo indica que 94% dos entrevistados torcem para que Lula faça um bom governo. O percentual é exatamente o mesmo registrado em dezembro de 2022, logo após a vitória na disputa presidencial daquele ano.
Para esta rodada de consultas, a Quaest ouviu 2.004 pessoas presencialmente entre os dias 30 de outubro e 2 de novembro. O trabalho estatístico possui um nível de confiança de 95%, acompanhado por uma margem de erro estimada em dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Demandas prioritárias e o clima de otimismo
No campo das expectativas para o futuro, o levantamento aponta que 48% dos brasileiros estão preocupados com os rumos do país, ao passo que 44% mantêm uma postura otimista. Em comparação com o levantamento de dezembro de 2022, nota-se uma queda no nível de apreensão e um avanço na perspectiva positiva.
Entre os temas considerados mais urgentes para o próximo período, a sociedade destacou o fim da escala 6×1, a isenção de impostos sobre os produtos da cesta básica, a valorização do salário mínimo e a criação de um pacto de enfrentamento aos feminicídios.
Razões para o otimismo e para a apreensão
Os cidadãos que demonstraram confiança no período que se inicia justificam a posição citando a defesa da democracia e o combate ao bolsonarismo, o fortalecimento dos programas sociais e a redução da desigualdade. Também foram mencionadas medidas como a regulação das casas de apostas, conhecidas como bets, e das redes sociais.
Por outro lado, o grupo que manifestou receio em relação ao futuro apontou diferentes motivações para a insegurança. Entre as principais queixas estão a situação da economia, a dívida pública e os patamares de juros, além dos índices de violência, a atuação do crime organizado e os casos de corrupção.






