O partido Movimento Democrático Brasileiro (MDB) enfrenta uma divisão interna expressiva para o segundo turno da disputa presidencial, dividindo suas bases entre o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o candidato Flávio Bolsonaro (PL).
Seções regionais fecham com o atual governo De acordo com um posicionamento oficial emitido pelo partido nesta terça-feira (13), dez diretórios regionais oficializaram o endosso à candidatura de Lula. O grupo assina um documento conjunto que enfatiza o engajamento na defesa “da liberdade, da democracia e da soberania do povo brasileiro”.
Os diretórios alinhados ao projeto petista pertencem exclusivamente aos estados das regiões Norte e Nordeste, englobando Amazonas, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraíba e Rondônia.
Conquistas sociais e econômicas no radar O bloco que apoia a continuidade da gestão federal justificou a escolha apontando a manutenção de iniciativas sociais consolidadas, a exemplo do Bolsa Família, Farmácia Popular, Pé de Meia, Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e Programa Universidade para Todos (ProUni). Além disso, o manifesto pontua avanços na economia, reestruturação industrial e marcas históricas na balança comercial.
“Nosso posicionamento reafirma o compromisso com o trabalho realizado. São obras que já saíram do papel e que não podem parar. Interromper esse ciclo agora seria deixar obras pela metade recursos parados e o povo esperando”.Nota MDB
Para encerrar o comunicado oficial, as lideranças partidárias nordestinas e nortistas fizeram um chamado direto a prefeitos, parlamentares e dirigentes locais para que intensifiquem a participação na corrida eleitoral do candidato petista.
Alinhamento com o bloco oposicionista Por outro lado, o setor da legenda que optou pelo palanque de Flávio Bolsonaro reúne 17 diretórios estaduais. O presidente nacional da sigla, o deputado federal Baleia Rossi (MDB), justificou essa escolha ao traçar paralelos com administrações bem-sucedidas associadas ao grupo. “Nós queremos um governo federal que seja como a gestão do prefeito Ricardo Nunes (São Paulo), que entregue política pública, que se preocupe com as pessoas, que melhore a vida de todos. Nós queremos um governo federal que seja como o nosso governador Tarcísio de Freitas, que leve prosperidade para todos, para os quatro cantos do estado de São Paulo”, afirmou.
A relação das 17 unidades federativas que fecharam com Flávio Bolsonaro abrange São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Distrito Federal, Goiás, Amapá, Acre, Tocantins, Roraima, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Sergipe.
Expectativa para a reta final Durante pronunciamento direcionado à militância e aos parlamentares estaduais e federais favoráveis ao senador, Rossi pediu empenho total na reta decisiva da campanha. “Eu tenho certeza, com muita ênfase, com muita seriedade, com muito trabalho, vai nos dar uma grande vitória, que é a vitória da mudança no nosso país. Deus abençoe”, completou.
O pleito que definirá o próximo chefe do Executivo federal ocorre no domingo, dia 25, mantendo os mesmos locais e horários do primeiro turno, das 8h às 17h (horário oficial de Brasília). A Justiça Eleitoral reforça que eleitores que deixaram de comparecer no primeiro escrutínio mantêm o direito de voto nesta etapa final.






