O primeiro-ministro cessante Benjamin Netanyahu convocou, neste sábado (7), os partidos de sua antiga coalizão a se unirem para formar um governo nacional, mesmo sem maioria numérica garantida no parlamento israelense.
Mudança de postura política A nova estratégia representa um recuo em relação à segunda-feira anterior, quando o chefe do Likud exigia um gabinete amplo sob sua própria liderança, abdicando agora de impor um nome fixo para o comando da aliança.
Declarações e críticas severas Durante seu pronunciamento, o líder conservador fez duras críticas a adversários políticos e alertou contra alianças com legendas árabes. “Há quem queira que um governo assuma rapidamente, na próxima semana, com aqueles que apoiam o terrorismo”, afirmou Netanyahu, em referência velada a Eisenkot. “Formar um governo no Estado de Israel com aqueles que querem eliminar o Estado de Israel”, acrescentou.
Para o premiê, uma eventual administração “dependente de simpatizantes do Hamas, não lutará contra o Hamas” e falharia na proteção dos combatentes no Líbano e em Gaza. Ele defendeu um governo de unidade nacional que inclua todos os partidos do campo nacional e todos os partidos sionistas que desejam proteger nosso país, prometendo conter o Irã e preservar o caráter judeu do Estado.
Cenário no parlamento e transição O presidente Isaac Herzog informou que designará formalmente o líder do partido Yashar, Gadi Eisenkot, para liderar a articulação governamental neste domingo. No pleito de 28 de outubro, o bloco de Netanyahu conquistou 53 assentos na Knesset, enquanto a oposição liderada por Eisenkot somou 48 cadeiras, contando com o suporte indireto de 19 parlamentares árabes.
Em nota oficial, a legenda Yashar classificou a investida de Netanyahu como demonstração de hipocrisia e abriu espaço para o ingresso de dissidentes governistas, desde que aceitem quatro diretrizes centrais: reconhecimento do Hamas como grupo terrorista visando à destruição de seu braço militar e político, chancela a Israel como Estado judeu e democrático, respeito à Declaração de Independência e obrigatoriedade do serviço militar para todos os cidadãos.






