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Julgamento de Lula e Alckmin no TSE gera ceticismo sobre punição

Estadão: julgamento da chapa Lula-Alckmin no TSE é ‘certeza da impunidade’

O Tribunal Superior Eleitoral aceitou investigar a chapa presidencial vencedora em 2026, formada por Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin, sob a acusação de uso político da máquina pública.

Ação do Partido Novo

A investigação teve início após uma representação protocolada pelo Partido Novo. A legenda aponta que o petista editou 35 atos governamentais entre os meses de janeiro e outubro visando vantagens eleitorais no pleito.

Entre as medidas questionadas pela sigla estão a ampliação do programa Bolsa Família, cortes de impostos incidentes sobre combustíveis e pacotes de auxílio voltados para caminhoneiros e motoristas de aplicativos.

Tramitação na Justiça Eleitoral

O corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, deu aval para a abertura da Ação de Investigação Judicial Eleitoral. “A decisão de Cueva não antecipa qualquer juízo de mérito. Apenas reconhece que a petição inicial descreve fatos determinados e vem instruída com os devidos documentos”, observa o Estadão.

Apesar do andamento processual, analistas apontam para o histórico de morosidade da corte em casos envolvendo mandatos presidenciais e o uso de recursos do Estado.

Precedentes históricos

Desde a redemocratização do Brasil, o tribunal máximo da Justiça Eleitoral jamais cassou uma chapa presidencial com base em acusações de abuso político ou econômico. O exemplo mais emblemático ocorreu no processo da chapa Dilma-Temer, julgado anos após o impeachment da ex-presidente, resultando em absolvição.

Para críticos da condução atual, a falta de celeridade processual acaba enviando um sinal de tolerância para gestores públicos que buscam a recondução ao cargo, tornando incerta qualquer tentativa de coibir o uso eleitoral da máquina pública.

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