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Artesã fatura R$ 600 em feiras com tapetes rápidos feitos no Ceará

Artesã autodidata produz tapete em 3 minutos e fatura até R$ 600 em feiras e eventos

A artesã Rosimeire da Silva, aos 57 anos, conseguiu transformar o interesse por uma nova técnica artesanal em uma sólida fonte de ganhos financeiros na Região Metropolitana de Fortaleza.

Agilidade na produção de tapetes Trabalhando de forma autodidata, ela produz tapetes de frufru e diversos outros artigos manuais, conseguindo faturar em média R$ 600 durante apenas três dias de feiras e eventos locais. O grande diferencial de seu negócio é a rapidez na fabricação: ela gasta pouco mais de dois minutos para concluir cada unidade, transformando o artigo no principal produto de suas vendas. Além do retorno financeiro, ela valoriza os reflexos da atividade em sua qualidade de vida. Sobre os benefícios da ocupação, a artesã afirma: “Gosto muito de trabalhar, a mente melhora”.

Caminho até o artesanato Antes de se firmar no setor manual, Rosimeire passou por várias funções, atuando na venda de roupas, cosméticos e acessórios para garantir o sustento familiar. O domínio técnico começou aos 30 anos, quando adquiriu seu primeiro maquinário, diversificando posteriormente a linha de produtos com pesos de porta e redes voltadas para pets.

Presença tradicional em grandes eventos Participando há quatro anos da Exposição Agropecuária e Industrial do Estado do Ceará (Expoece), ela fortalece o vínculo com os compradores. “Eu gosto muito do meu trabalho. É muito bom estar aqui [na Expoece], trabalhar, conhecer as outras novidades. Muitas pessoas que vêm e já me conhecem voltam para comprar de novo. O artesanato chegou na minha vida de cabeça mesmo. Comprei a primeira máquina e fui crescendo aos poucos. Depois, comprador outra para essas peças de frufru. É muito bom, muito importante fazer”.

Reconhecimento do público e turistas Fabricando cerca de 10 unidades por dia, a profissional percebe que o mercado demonstra forte apreço pela confecção manual, incluindo visitantes estrangeiros. “Aqui no Ceará é bom vender na praia. As pessoas de fora dão muito valor. Aqui eu vendo uma peça por R$ 25. Esse material é caro. O artesanato é muito bom para quem trabalha e gosta. Eu gosto muito de trabalhar, a mente melhora”, comenta.

Estrutura e impacto da 70ª Expoece A septuagésima edição da feira ocorre até o dia 8 de novembro no Parque de Exposições Governador César Cals, figurando entre os principais eventos do segmento no estado e projetando movimentar R$ 30 milhões. Braga Almeida, presidente da Associação dos Criadores do Ceará (ACC), ressalta a importância econômica e a trajetória do evento: “São 70 anos de feira. Ela é a maior feira agropecuária do Estado do Ceará em número de animais, visitantes e expositores. Este ano, temos uma área de entretenimento com shows de artistas locais e atrações para crianças e adultos. A Expoece também tem novidade em relação aos animais, porque será a primeira vez que vai haver uma ranqueada da raça Nelore”.

Comercialização e alta demanda nos estandes Abordando o desempenho comercial da temporada atual, Braga Almeida acrescenta: “A feira vem crescendo exponencialmente em relação à quantidade de empresas instaladas aqui. São empresas de venda de veículos, máquinas agrícolas, alimentos para animais, além de uma grande variedade de expositores. Este ano superou nossas expectativas. Dos 300 estandes disponíveis, 98% já foram comercializados. Estamos muito animados com o resultado da feira no final”.

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