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Assaí é condenada em R$ 50 mil após funcionária ser demitida por ir ao banheiro

Funcionária relata demissão por ir ao banheiro sem autorização após esperar por 1h30 em rede atacadista, diz Justiça

A Sendas Distribuidora S.A., empresa responsável pela rede Assaí Atacadista, foi condenada pela Justiça do Trabalho a pagar R$ 50 mil de indenização por danos morais coletivos. A decisão decorre de um caso em Piracicaba (SP), onde uma funcionária foi demitida por ir ao banheiro sem autorização após aguardar por uma hora e meia sem resposta da chefia. Cabe recurso.

Condenação e denúncias do Cerest O caso da demissão foi levado à Justiça do Trabalho pelo Centro de Referência Regional em Saúde do Trabalhador (Cerest) durante o andamento do processo judicial.

“Uma das trabalhadoras foi demitida após esperar 1h30 para ir ao banheiro e, por não aguentar, colocar uma placa de sinalização e se retirar do posto”, afirmou o Cerest.

Ação civil pública e relatos de abusos A sentença foi proferida no dia 28 de outubro pelo juiz Bruno Furtado Silveira, como resultado de uma ação civil pública ajuizada pelo Sindicato dos Empregados no Comércio (Sincomerciários) de Piracicaba em 2025. O magistrado destacou diversos depoimentos graves de funcionários que revelam um ambiente de forte pressão.

Entre os episódios relatados no processo, uma trabalhadora chegou a urinar nas próprias roupas no caixa devido à longa espera para conseguir permissão para se ausentar. Além da restrição ao uso de banheiros, a investigação apontou problemas recorrentes com jornadas de trabalho, escalas de folga irregulares, violência psicológica e desvios de função na unidade.

Defesa da empresa e posicionamento Durante todo o processo, a Sendas Distribuidora negou qualquer tipo de irregularidade em suas dependências. A companhia argumentou que realiza apenas o controle necessário para a substituição de funcionários e negou a existência de condutas de assédio, escalas imprevisíveis ou desvios de função, ressaltando que adota mecanismos rigorosos de prevenção.

Em contato com a EPTV, afiliada da TV Globo, a rede atacadista declarou nesta sexta-feira (6) que já foi formalmente notificada sobre a decisão judicial. A empresa informou que conduz uma apuração interna para esclarecer os fatos e avaliar as medidas cabíveis, além de adotar as providências jurídicas pertinentes, reforçando que não compactua com assédio ou restrição indevida aos direitos de seus colaboradores.

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