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Filha de presidente do Paraguai gera revolta com camisa

Filha de presidente do Paraguai é criticada por exibir camisa pedindo taxação dos pobres

A estudante Costanza Peña, filha do presidente do Paraguai, Santiago Peña, virou alvo de duras críticas nas redes sociais após publicar uma foto na qual aparece vestida com uma camisa estampada com a frase “Taxem os pobres”.

Repercussão da imagem polêmica A postagem original, feita em um perfil criado em abril de 2019, acabou compartilhada por opositores políticos e veículos de comunicação locais. O perfil oficial de Costanza nas redes sociais acabou ficando indisponível após a repercussão negativa. Na imagem, a jovem posa diante de um espelho de academia vestindo a peça com a frase em inglês “Tax the poor”.

Acusações de insensibilidade social Internautas acusaram a estudante de “forte insensibilidade social” em meio ao momento delicado vivido pelo país. A polêmica coincide com uma grave crise política e financeira no Paraguai, marcada pela quebra do Banco Ueno e pelo processo de impeachment contra o chefe do Executivo no Congresso. Atualmente, Costanza estuda na Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, cuja página oficial também sofreu invasões de usuários que exigiam a expulsão dela.

Crise política e tentativa de renúncia Nesta quinta-feira, 5, Santiago Peña anunciou sua renúncia ao cargo por meio de um vídeo publicado em suas redes sociais, onde divulgou uma carta de renúncia. No entanto, o Congresso paraguaio rejeitou a saída e o Legislativo seguiu adiante com a votação para aprovar a abertura do processo de impedimento do líder, de 47 anos, filiado ao Partido Colorado e eleito em abril de 2023.

O colapso do Banco Ueno A instabilidade política ganhou força com a derrocada do Ueno Bank, após o Banco Central do Paraguai (BCP) decretar a intervenção na instituição na terça-feira 3. A autarquia identificou que a solvência do banco despencou para menos de metade do mínimo exigido, resultando no encerramento de todas as operações e bloqueio de caixas eletrônicos e acessos digitais para os clientes.

Impacto na economia e mudanças no governo O presidente do BCP, Carlos Carvallo — que comandou o banco até agosto de 2023 —, renunciou horas depois da medida, junto com os diretores Marco Aurelio González e Carmen Marín. Santiago Peña, que atuou como investidor da holding do banco até março de 2025, nomeou o economista Raúl Vera Bogado para liderar a autoridade monetária enquanto tenta se defender das acusações políticas no Congresso.

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