A Conmebol recusou os papéis complementares enviados pelo Corinthians e reafirmou o veto ao reconhecimento da certificação europeia de Clarence Seedorf. Com isso, o holandês continua sem poder aparecer como técnico nas súmulas dos confrontos pelo Campeonato Brasileiro.
Exigências do acordo internacional
Possuidor da credencial Uefa Pro, a graduação máxima emitida pelo futebol europeu, Seedorf esbarra nas regras do convênio firmado entre Uefa e Conmebol. As normativas determinam um período mínimo de três anos de atuação como treinador principal em esquadrões da elite nacional ou seleções principais, requisito que o ex-jogador ainda não preenche integralmente.
Até o momento, o comandante soma pouco mais de 24 meses de experiência à frente de clubes como Milan, Shenzhen FC, Deportivo La Coruña e da seleção camaronesa. Para tentar driblar o veto inicial, a diretoria alvinegra, com o apoio da CBF, apresentou funções exercidas pelo profissional no Conselho da Federação Holandesa e como docente em capacitações da Uefa, mas a argumentação foi descartada pela confederação.
Alternativa via CBF Academy
Para contornar o problema e assegurar a presença do comandante na beira do campo, a saída encontrada será a matrícula do estrangeiro em um programa de capacitação da CBF Academy. Desse modo, o clube conseguirá uma liberação temporária vinculada ao status de estudante.
Mesmo com a permissão provisória para atuar e o registro regularizado, um membro auxiliar da comissão técnica que possua o diploma válido precisará assinar a súmula como o responsável oficial pela equipe durante os embates nacionais.
Surpresa com a decisão
Anteriormente, em coletiva realizada no CT Joaquim Grava no dia 3 de novembro de 2026, o comandante havia demonstrado tranquilidade sobre o andamento do processo. “A última informação que nós temos é que está resolvido. Eu tenho a licença Uefa Pro, e o resto está a cargo do clube”, declarou na ocasião.
Enquanto aguardava a liberação definitiva, o profissional já havia comandado treinamentos e acompanhado partidas do banco ou das tribunas, como ocorreu no embate de estreia contra o Vitória, quando o auxiliar Léo Porto assumiu o comando técnico na área técnica. Até o momento da publicação desta reportagem, a instituição paulista não havia se pronunciado sobre o desdobramento do caso.






