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Pequim acusa EUA de sabotagem por sanções a empresas chinesas em Cuba

Pequim denuncia 'sabotagem' dos EUA às relações Cuba-China

O governo da China denunciou nesta sexta-feira (6) como “sabotagem” as novas sanções dos Estados Unidos contra Cuba, que incluem pela primeira vez duas empresas do país asiático. Desde janeiro, o governo dos Estados Unidos impôs duras sanções e um bloqueio de petróleo contra Cuba, o que paralisou a economia do país e provocou apagões generalizados e escassez de produtos.

Impacto no setor tecnológico e petrolífero

A nova rodada de sanções, anunciada na quinta-feira, concentra-se no setor de petróleo e tecnologia da ilha, contra a qual Washington lançou uma estratégia de pressão econômica. Entre as empresas afetadas estão as companhias eletrônicas chinesas CEIEC e Beijing H&C Technologies, que Washington acusa de vender material de defesa e sistemas de segurança para Cuba.

Reação do governo chinês

Diante das medidas restritivas impostas pelo governo norte-americano, Pequim manifestou forte rejeição e garantiu que vai reagir. “A China se opõe de modo veemente à interferência e à sabotagem dos Estados Unidos na cooperação entre China e Cuba”, declarou em entrevista coletiva o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun.

Jiakun também advertiu que a China adotara “todas as medidas necessárias” para salvaguardar os interesses de suas empresas na ilha caribenha.

Ameaças de intervenção militar

A escalada de tensões na região é agravada por declarações diretas de autoridades da Casa Blanca. O presidente americano, Donald Trump, chegou a insinuar a possibilidade de lançar uma intervenção militar para derrubar o Partido Comunista que governa a ilha.

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