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Canal pró-Lula no WhatsApp atinge marca de 4 milhões de seguidores e enfrenta bloqueio judicial

Canal “Exército do Lula” supera 4 milhões de seguidores no WhatsApp

O canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) no WhatsApp, atingiu a marca superior a 4 milhões de seguidores. O espaço digital é dedicado a unificar a base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e atua na distribuição de conteúdos voltados para a estratégia de reeleição.

Estratégia de mobilização digital

Desde o fim do primeiro turno, o parlamentar passou a utilizar a ferramenta para disparar vídeos, gravações de áudio e diretrizes políticas aos inscritos. Em uma das postagens registradas, o congressista incentivou os participantes a atuarem como “soldados” e frisou que o objetivo central consistia em reconduzir o petista ao cargo máximo do Executivo federal.

Impasse jurídico e decisões no TSE

A ferramenta de mensagens tornou-se o centro de um embate legal após a coligação do senador Flávio Bolsonaro (PL) acionar a Justiça Eleitoral para pedir a desativação da página, sob a acusação de propagação de desinformação. O ministro Kassio Nunes Marques, integrante do Tribunal Superior Eleitoral, determinou no domingo (11.out) a suspensão do canal.

Horas depois da ordem inicial, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, reverteu a medida e autorizou a retomada das atividades, deixando o tema aberto para apreciação futura pelo plenário da corte.

Na terça-feira (13.out), contudo, Nunes Marques acolheu um novo pleito protocolado pelo Partido Liberal e derrubou a autorização concedida por Cueva. Com essa determinação recente, o canal de transmissão segue impedido de veicular material de campanha a apenas doze dias do segundo turno da disputa eleitoral.

Apagão de postagens e justificativa

Um levantamento entregue pela representação jurídica de Flávio Bolsonaro apontou que o deputado teria deletado 499 publicações da página. Conforme a defesa do senador, a remoção justificaria a ausência de registros problemáticos na perícia técnica do TSE realizada entre 2 e 11 de outubro.

Em postagem feita na rede social X na segunda-feira (12.out.2026), André Janones declarou que as ações no canal são “meticulosamente planejadas” e fazem parte de uma estratégia para a reeleição de Lula. O deputado pediu que os seguidores cumpram os comandos divulgados no grupo e levem outras pessoas ao canal. Também declarou que a campanha não recorreria a “fake news” nem a ataques aos adversários.

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