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Lula reúne equipe econômica e ex-ministros em Brasília

Lula se reúne com equipe econômica em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumpre agenda em Brasília nesta quinta-feira, 5, com uma reunião estratégica que envolve membros da equipe econômica e ex-titulares da pasta da Fazenda. O objetivo central do encontro é a análise do atual cenário econômico brasileiro, conforme confirmado por Dario Durigan, ministro da Fazenda. Até o momento, o Palácio do Planalto não forneceu detalhes sobre o teor específico das deliberações.

Composição do grupo de trabalho A mesa de discussões conta com nomes de peso do governo e aliados próximos. Entre os presentes estão o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, a ministra da Gestão e da Inovação, Esther Dweck, e o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. Além dos atuais integrantes da gestão, o debate inclui as contribuições dos ex-ministros da Fazenda Fernando Haddad e Guido Mantega.

Expectativas sobre anúncios Antes de ingressar na reunião, o ministro Dario Durigan indicou que o foco seria apresentar propostas elaboradas pela equipe técnica. Sobre a possibilidade de novidades imediatas, o ministro afirmou que “não esperava anúncios nos próximos dias”. Segundo o titular da Fazenda, novos desdobramentos poderão ser comunicados apenas após o retorno de Lula da Turquia, onde o chefe do Executivo cumpre agenda na COP31.

Pressão do mercado e cenário fiscal O encontro acontece em um momento de alta sensibilidade para os investidores. O mercado financeiro mantém pressão constante para que o governo explicite quais despesas serão revisadas e qual será a estratégia para o cumprimento das metas fiscais. Dados do Banco Central indicam que a dívida bruta do governo geral alcançou 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em agosto. A articulação também ocorre logo após o Comitê de Política Monetária (Copom) interromper um ciclo de cinco quedas consecutivas, mantendo a taxa Selic em 13,75% ao ano.

Desafios orçamentários O governo enfrenta o desafio de conciliar a disciplina fiscal com promessas de campanha que impactam o Orçamento. Entre os pontos que demandam recursos estão a expansão do programa Pé-de-Meia para universitários e a implementação de uma nova fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Além disso, a gestão lida com o reajuste do Bolsa Família, que elevou o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691 no mês de outubro.

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