O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) concedeu uma entrevista ao jornal norte-americano The New York Times, com publicação prevista para esta quinta-feira, 5. O registro do encontro foi divulgado nas redes sociais por seu irmão, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), nesta quarta-feira, 4.
Contexto da articulação internacional A aparição na imprensa estrangeira faz parte de um movimento do parlamentar para expor ao público nacional e internacional os motivos de sua saída do território brasileiro. No domingo, 1º, o senador já havia anunciado a intenção de conversar com diversos veículos de comunicação, tanto do Brasil quanto do exterior.
O impasse com a Rede Globo A iniciativa de ampliar o diálogo com os jornalistas surgiu na sequência de um desentendimento com a emissora brasileira. De acordo com Flávio, o canal o procurou para uma conversa exclusiva, mas a negociação travou devido à exigência do político para que o material fosse veiculado sem nenhum tipo de edição.
“Fui procurado por vários veículos nesta semana, inclusive pela Rede Globo, que me convidou para uma entrevista exclusiva”, escreveu o senador em uma carta publicada no X. “Aceitei com uma condição simples: que fosse exibida na íntegra, sem cortes e sem temas proibidos. A emissora preferiu não seguir adiante.”
Críticas à cobertura televisiva Na mesma manifestação na internet, o parlamentar direcionou críticas a uma reportagem veiculada pelo programa Fantástico. Segundo sua avaliação, a emissora ignorou o direito de resposta e optou por não realizar a entrevista sob as condições estipuladas.
Antes disso, o congressista já havia declarado que a emissora teria “medo” de ouvi-lo e reforçou o plano de expor seu ponto de vista para canais internacionais.
Críticas ao STF e justificativa para a viagem Em sua carta pública, o senador questionou as medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e associou sua partida do país a um cenário de perseguição política e jurídica.
“Não saí do Brasil, saí pelo Brasil”, escreveu. Ele também afirmou que está em um país onde pode manifestar suas opiniões livremente e acusou um magistrado de agir de forma arbitrária.
O desdobramento dessas declarações na imprensa internacional marca um novo capítulo na estratégia de comunicação adotada pelo parlamentar no exterior.






