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EUA batem recorde de mulheres governadoras após midterms

EUA batem recorde de mulheres governadoras após eleição marcada por vitórias inéditas

As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, chamadas de “midterms”, foram marcadas por uma vitória expressiva do Partido Democrata, que assumiu o controle da Câmara dos Representantes e do Senado. O resultado configura uma mudança de poder em Washington, e Donald Trump terá agora que governar com um Congresso controlado pela oposição.

Recorde histórico na política americana No centro dessa reconfiguração política, a presença feminina no comando dos estados estabeleceu um recorde histórico: pelo menos 17 mulheres estarão à frente de governos estaduais nos EUA em 2027, superando a marca anterior de 14 governadoras em exercício simultâneo.

Desempenho nas urnas e novos estados 15 candidatas conquistaram ou renovaram seus mandatos nas urnas neste ano: 12 são democratas, e 3, republicanas. Elas somam-se às outras duas governadoras que já cumprem mandatos e não disputaram a eleição este ano. Esse número ainda pode aumentar, já que até a publicação desta reportagem os pleitos nos estados do Alasca e do Kansas seguiam em apuração. No Kansas, a democrata Cindy Holscher poderá tornar-se a 16ª governadora eleita nas midterms de 2026.

Marcos de representatividade e diversidade Entre as governadoras estreantes, 4 se tornaram as primeiras mulheres eleitas para comandar seus estados: Keisha Lance Bottoms, na Geórgia; Marsha Blackburn, no Tennessee; Amy Klobuchar, em Minnesota; e Amy Acton, em Ohio. Outras três conquistaram marcos relacionados à representatividade: Keisha Lance Bottoms também será a primeira mulher negra a governar um estado americano; Deb Haaland, no Novo México, a primeira mulher indígena; e Gina Hinojosa, no Texas, a primeira latina a assumir o governo estadual.

Continuidade e lideranças jovens Entre as governadoras reeleitas, duas mantiveram marcas históricas: Kathy Hochul, de Nova York, e Maura Healey, de Massachusetts, permanecem como as primeiras a ocupar o cargo nos governos dos estados. Healey também fez história em 2022 ao se tornar, ao lado de Tina Kotek, do Oregon, uma das duas primeiras mulheres abertamente lésbicas eleitas governadoras nos Estados Unidos. No Arkansas, a republicana Sarah Huckabee Sanders foi reeleita e continua sendo a primeira mulher a governar o estado. Ela também mantém o posto de governadora mais jovem dos Estados Unidos.

Panorama das governadoras em 2026 Entre as governadoras estreantes estão nove nomes: Keisha Lance Bottoms (Geórgia, Democrata), Deb Haaland (Novo México, Democrata), Gina Hinojosa (Texas, Democrata), Amy Acton (Ohio, Democrata), Amy Klobuchar (Minnesota, Democrata), Marsha Blackburn (Tennessee, Republicana), Jocelyn Benson (Michigan, Democrata), Helena Foulkes (Rhode Island, Democrata) e Hannah Pingree (Maine, Democrata). Nas reeleitas figuram seis gestoras: Katie Hobbs (Arizona, Democrata), Maura Healey (Massachusetts, Democrata), Kathy Hochul (Nova York, Democrata), Sarah Huckabee Sanders (Arkansas, Republicana), Kelly Ayotte (New Hampshire, Republicana) e Tina Kotek (Oregon, Democrata). Além das 15 eleitas em novembro de 2026, duas governadoras já haviam assumido os executivos estaduais e continuam com mandatos vigentes: Abigail Spanberger (Virgínia, Democrata) e Mikie Sherrill (Nova Jersey, Democrata). Assim como outras lideranças, Spanberger também foi a primeira mulher a ocupar o cargo em seu estado. Já Sherrill foi a primeira veterana das Forças Armadas a se tornar governadora.

Um século de avanços da liderança feminina nos EUA A trajetória de mulheres no comando dos estados dos EUA teve seus primeiros passos no início do século XX. Em 1909, Carolyn B. Shelton atuou como governadora interina do Oregon durante um fim de semana, tornando-se a primeira mulher a exercer o cargo — três anos antes das mulheres do Oregon conquistarem o direito ao voto. Já em 1924, Nellie Tayloe Ross, do Wyoming, foi a primeira mulher eleita governadora no país, empossada em 1925.

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