A deputada federal mais jovem eleita por Minas Gerais nas eleições de 2026, Ana Elisa Santos Silva (PT), foi condecorada pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro com a Medalha de Reconhecimento Chiquinha Gonzaga. A honraria é destinada a mulheres que se destacam em causas democráticas, humanitárias, artísticas e culturais.
Homenagem aprovada no legislativo carioca A proposta da homenagem partiu das vereadoras Tainá de Paula (PT), Thais Ferreira (PSOL) e Joyce Trindade (PSD). O projeto foi aprovado na última sexta-feira (30), contando com o apoio de outros 14 parlamentares da Casa.
“Ana Elisa provou que comunicar também é fazer política. Transformou presença nas redes em voto, e voto em mandato. Sei o quanto custa a uma mulher negra chegar onde você chegou. Que essa medalha seja um lembrete de que você não está sozinha, e de que o Rio está com você. Obrigada!”, escreveu a vereadora Tainá de Paula, nas redes sociais.
De Divinópolis para Brasília Nascida em 31 de agosto de 2005, na cidade mineira de Divinópolis, Ana Elisa é filha de uma mulher negra, professora e mãe solo. Ela tem raízes familiares em Oliveira, no Centro-Oeste mineiro, de onde sua família migrou em busca de oportunidades de trabalho e estudo.
Estudante de Direito, ela atuava como estagiária no Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG) recebendo cerca de R$ 1.700 mensais até poucos meses antes do pleito. O convite para concorrer à Câmara dos Deputados surgiu em março, marcando sua primeira experiência em disputas eleitorais.
Fenômeno nas urnas e renovação política Sem histórico em cargos eletivos, a influenciadora digital conquistou 524.216 votos, superando nomes tradicionais da esquerda mineira como Duda Salabert, Reginaldo Lopes e Rogério Correia. A marca representou mais que o dobro do antigo recorde feminino para o cargo no estado, que pertencia a Duda Salabert com 208.332 votos em 2022.
Aos 21 anos de idade no momento da posse, ela se tornará a deputada federal mais jovem da história da Câmara. Durante a campanha, a jovem rebateu críticas sobre sua pouca idade afirmando que idade não é sinônimo de capacidade. A partir de 2027, o desafio será traduzir a força da internet em atuação parlamentar efetiva.
Tradição da Medalha Chiquinha Gonzaga Instituída em 1999, a comenda homenageia mulheres de destaque e presta tributo à compositora e maestrina Chiquinha Gonzaga, primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil e autora do clássico carnavalesco “Ô Abre Alas”, de 1899. Pela relevância cultural e histórica, a medalha já foi entregue a grandes nomes da arte nacional, como as cantoras Maria Bethânia e Liniker.






