A eleição para a presidência da Câmara dos Deputados, marcada para 1º de fevereiro, contará com um nome do Partido Novo na disputa. A oficialização da decisão foi divulgada nesta 3ª feira (3.nov.2026) pelo deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) por meio de um vídeo em suas plataformas digitais, destacando que a legenda reitera sua postura de oposição ao modelo político atual e afasta qualquer possibilidade de aliança com Hugo Motta (Republicanos-PB).
Tradição partidária e oposição ao governo
De acordo com o parlamentar gaúcho, a escolha por lançar um concorrente próprio dá continuidade ao histórico da sigla em pleitos para o comando da Casa legislativa. Nós nunca apoiamos esse sistema que está aí. Tivemos candidatura em todas as 4 vezes anteriores em que houve disputa e o Novo esteve representado, afirmou ele, relembrando embates anteriores contra nomes como Rodrigo Maia (PSDB-RJ) e Arthur Lira (Progressistas-AL).
O deputado enfatizou que a iniciativa busca apresentar uma alternativa firme para a base conservadora, livre de acordos com o centrão ou com a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para o partido, Motta carrega um histórico legislativo alinhado ao Palácio do Planalto e conta com o suporte explícito dos petistas.
Estratégia para o primeiro turno e composição da bancada
O planejamento do grupo político também aposta na descentralização de nomes conservadores na etapa inicial da votação, contemplando possíveis apostas do PL e de outras siglas aliadas. A avaliação interna é de que essa tática pode impedir a definição do pleito logo no início e criar espaço para novas articulações políticas no Parlamento.
A representação da legenda na Câmara contará com 10 parlamentares a partir de 2027. O grupo será formado pelos deputados que conquistaram a reeleição Luiz Lima (RJ), Gilson Marques (SC) e Adriana Ventura (SP), além dos recém-eleitos Felipe Camozzato (RS), Paulo Martins (SC), Jeffrey Chiquini (SC), Henrique Mecabô (SC), Guilherme Kilter (SC), Marina Helena (SP) e Eduardo Moura (PE). O representante oficial da legenda na disputa será escolhido internamente pela bancada.
Posicionamento no Senado e pautas institucionais
No âmbito do Senado Federal, a legenda firmou aliança em prol da candidatura de Rogério Marinho (PL-RN) para a presidência da Casa alta. Além disso, a sigla reiterou que seguirá com os processos jurídicos que questionam a regularidade da chapa de Lula no pleito presidencial.
Por fim, a liderança partidária reforçou o posicionamento em defesa da adoção do voto aberto nas eleições internas do Congresso Nacional.






