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Janja entrega relatório sobre impactos das bets a Luiz Fux no STF

Janja entrega a Fux relatório sobre bets em audiência no STF

A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, entregou ao ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), um documento com análises aprofundadas sobre as consequências das apostas esportivas na vida financeira e social dos brasileiros. A entrega ocorreu nesta terça-feira (03), durante uma audiência pública na Corte voltada ao debate sobre o mercado de jogos online no território nacional.

O impacto nas famílias

Intitulado “Mulheres e Bets, o custo das apostas online para as brasileiras e suas família”, o material foi produzido pelo Estúdio Clarice. O conteúdo examina como o crescimento desse mercado afeta diretamente o cotidiano e a estabilidade econômica de mães e esposas.

Logo na abertura da sessão na Corte, o ministro mencionou a relevância do documento recebido. “Janja me entregou um relatório bastante volumoso e detalhado sobre o novo panorama, sobre as bets”, afirmou.

Por meio das redes sociais, a primeira-dama detalhou a gravidade da situação observada pelo levantamento. “O vício nas apostas online se tornou um problema de saúde pública que não afeta apenas a vida de quem aposta, ele adoece toda a família, principalmente as mulheres. São as mulheres que sentem o principal peso desse vício”, escreveu Janja no Instagram.

Debate amplo no Supremo

No STF, Fux atua como relator de contestações judiciais direcionadas à medida provisória editada pelo governo federal no final de setembro para regulamentar o setor. A convocação para o debate reuniu representantes do Ministério da Fazenda, da Advocacia-Geral da União (AGU), da Procuradoria-Geral da República (PGR), além de entidades ligadas ao segmento e confederações do comércio.

Várias equipes de futebol também integraram a lista de convidados para a discussão, a saber: Flamengo, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro, São Paulo, Corinthians, Ponte Preta, Vitória, Guarani e Portuguesa.

Durante a abertura dos trabalhos, o magistrado rejeitou contestações sobre a diversidade dos participantes convocados. “Não procede a informação que eu só convoquei empresas e times de futebol”, disse, defendendo a proibição das plataformas.

Em seguida, o relator exibiu trechos de um posicionamento jurídico anterior sobre a regulamentação, oportunidade na qual já havia externado forte preocupação com episódios de violência doméstica e tentativas de suicídio associados ao endividamento decorrente dos jogos.

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