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Coreia do Norte rejeita acusação de roubo milionário na Binance

Coreia do Norte nega ataque hacker à Binance

O governo norte-coreano rejeitou oficialmente qualquer envolvimento no ataque cibernético sofrido pela corretora de criptomoedas Binance, incidente que culminou no furto de US$ 6,3 bilhões em ativos digitais. A acusação formal havia sido feita pelo FBI, que apontou autoridades do país asiático e o grupo de hackers TraderTraitor como os autores da invasão.

Pronunciamento oficial de Pyongyang

As declarações foram veiculadas nesta terça-feira (3.nov.2026) por meio da agência de notícias estatal KCNA. Na ocasião, Kim Yo Jong, irmã do líder Kim Jong-un, afirmou que os Estados Unidos “recorreram, mais uma vez, a uma provocação” ao tentar associar o ocorrido aos norte-coreanos.

A representante do governo acrescentou que o FBI “tenta rotular” a Coreia do Norte como um “Estado cibercriminoso”, argumentando “ter obtido informações de que um grupo de hackers ‘apoiado’ pela Coreia do Norte estaria envolvido” no ataque à Binance.

“Contudo, tal alegação dos EUA não passa de uma retórica absurda e nada original”, disse.

Ela declarou que essa “não é a 1ª vez que os EUA tentam disseminar uma percepção equivocada” sobre a Coreia do Norte, “associando, de forma cega, o país a incidentes” como o ocorrido com a Binance.

“Trata-se de uma tentativa nefasta de prejudicar a imagem internacional da Coreia do Norte, minar sua dignidade e seu prestígio nacional, constituindo, ainda, mais uma grave violação da soberania da Coreia do Norte nesse novo domínio”, declarou.

Cronologia da invasão à corretora

A violação de segurança ocorreu na noite de quinta-feira (29.out). Dados preliminares divulgados pela própria Binance apontam que a brecha pode ter tido origem em um computador comprometido de propriedade de um de seus engenheiros, abrindo caminho para que um invasor acessasse os sistemas internos e realizasse retiradas não autorizadas.

Um novo informe divulgado pela empresa na sexta-feira (30.out) confirmou a localização de “pontos adicionais de violação”.

Medidas de recuperação e impacto

Diante do rombo milionário, a plataforma de criptomoedas agiu para normalizar as operações e anunciou no domingo (1.nov) a normalização dos saques de bitcoin, ether e algumas stablecoins. Para cobrir o prejuízo imediato, a instituição injetou US$ 6 bilhões de recursos próprios na aquisição de tokens substitutos. A parcela remanescente dos fundos subtraídos envolve ativos de baixa liquidez, o que deve demandar um prazo maior para a recomposição integral dos montantes necessários.

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