Mundo | FRONTE Brasil. A morte de Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos, na queda de um Learjet 60 na Flórida, levantou uma pergunta comum: ela era jovem demais para ocupar o posto de copilota? A resposta depende das regras de habilitação, das horas de experiência e do treinamento específico para a aeronave.
O que a legislação americana permite
Nos Estados Unidos, a licença de piloto particular pode ser obtida a partir dos 17 anos; a de piloto comercial, a partir dos 18. Isso não dá automaticamente direito a comandar qualquer jato. Aeronaves e operações profissionais podem exigir habilitações específicas, treinamento, exames e experiência adicional. Também há diferença entre ser copiloto e atuar como comandante.
Experiência não se mede apenas pela idade
Um profissional jovem pode acumular muitas horas de voo. Mas o número total não informa quantas horas ele passou no mesmo modelo de aeronave, em condições meteorológicas adversas ou em situações de emergência. A combinação de formação, atualização e experiência operacional é o que determina a aptidão para a função.
O que ainda precisa ser esclarecido
A família confirmou que Nathalia estava no voo, e notícias indicam que era qualificada para atuar como copilota do Learjet 60. A investigação terá de analisar a distribuição de funções na cabine, os registros operacionais e as circunstâncias específicas do acidente. Até agora, não há base para apontar a idade dela como causa da queda.
Fontes: FAA — piloto particular; Regulamento de piloto comercial; NTSB. Apuração e texto: Redação FRONTE Brasil.






