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Ataques hackers invadem aplicativos de alerta de mísseis na Ucrânia e Rússia

Ataques cibernéticos atingem aplicativos de alerta na Ucrânia e na Rússia

Na noite de domingo, 1º, autoridades da Ucrânia e da Rússia registraram ataques cibernéticos em plataformas digitais utilizadas para emitir alertas de mísseis e drones, instruindo a população a procurar abrigos seguros. Esta foi a primeira invasão cibernética em tal magnitude registrada desde o início das hostilidades, comprometendo um canal essencial de comunicação civil.

Falsas notificações em Kiev

Durante aproximadamente sessenta minutos, smartphones na capital ucraniana dispararam alertas atípicos. Os cidadãos receberam comunicados alarmantes a respeito de perigo de radiação nuclear, investidas químicas e confrontos armados nas vias públicas da cidade.

Uma das comunicações foi redigida em russo e fez referência direta ao Oreshnik, armamento balístico criado pelo governo russo. O governo ucraniano utilizou o aplicativo Telegram para reportar o hackeamento em menos de sessenta minutos.

Cronologia dos avisos falsos

A onda de notificações falsas teve início às 22h47 com a seguinte instrução: “Ameaça de radiação. Risco de radiação declarado em Kiev.” Logo no minuto seguinte, a ferramenta disparou em russo: “Olá! Haverá um alerta nuclear em toda a Ucrânia. Não se preocupem, é o Oreshnik voando”.

Pouco depois, às 22h49, novos textos alertaram sobre perigos químicos e batalhas urbanas, recomendando que a população permanecesse abrigada em residências. O encerramento do falso estado de alerta ocorreu às 23h53.

Posteriormente, o canal oficial comunicou que “partes não autorizadas” invadiram o sistema e suspendeu a plataforma. Também orientou os usuários a ignorar links em “notificações suspeitas”.

“O aplicativo de alerta aéreo provavelmente sofreu uma interferência hostil”, comunicou a Força Aérea ucraniana. “Não há ameaça de radiação! Mantenham a calma e acompanhem nossas atualizações em nosso canal”.

Medidas adotadas na Rússia

Do outro lado da fronteira, o Ministério de Situações de Emergência confirmou a intrusão em seu sistema digital na segunda-feira, 2. Embora tenha desativado temporariamente o aplicativo, o órgão preservou os canais alternativos de segurança, como mensagens de texto via SMS, sirenes de emergência, transmissões de rádio e TV e alto-falantes públicos.

A pasta não especificamente apontou suspeitos pelo ato. Contudo, veículos de imprensa da Ucrânia apontaram que o grupo de hackers ucraniano Atesh reivindicou a responsabilidade pelos disparos realizados em território russo, que também continham alertas nucleares falsos.

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