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Irã promete liberar Estreito de Ormuz em 48 horas sob acordo

Irã propõe reabrir Estreito de Ormuz em dois dias se EUA aceitarem condições

O governo iraniano sinalizou nesta segunda-feira (2) que a passagem pelo Estreito de Ormuz pode ser liberada em um prazo de 48 horas, desde que Washington aceite as exigências impostas por Teerã. A rota marítima é fundamental para o escoamento global de petróleo e permanece interditada desde o começo do conflito deflagrado por ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro.

Contexto geopolítico da rota A via marítima se transformou em uma das principais zonas de atrito militar e palco recorrente de ofensivas navais.

Esmaeil Baqaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, destacou que o canal pode voltar à normalidade rapidamente caso as demandas do país sejam atendidas. “A possibilidade de implementar este plano em dois dias é mais uma demonstração da boa-fé do Irã”, afirmou Esmaeil Baqaei.

Ele também pontuou que o diálogo com a Casa Blanca segue ativo através de intermediários e que os próximos passos dependem exclusivamente da resposta americana. “Se as demandas do Irã forem atendidas, será possível restaurar a segurança no Estreito de Ormuz e retomar as negociações em um prazo muito curto”, acrescentou. O diplomata ressaltou que “tudo depende” de Washington e que “só então poderemos falar das etapas posteriores”.

Exigências de Teerã para a paz A pauta de condições apresentada pelo governo persa inclui um cessar-fogo regional, a liberação de recursos financeiros bloqueados no exterior, o encerramento de restrições econômicas à indústria petrolífera e a revogação do embargo aos portos do país. Tais pontos já constavam em entendimentos anteriores que acabaram rompidos após o recrudescimento dos combates.

Novas demandas diplomáticas Durante o final de semana, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, introduziu novos pontos à pauta em entrevista à emissora Al Jazeera, exigindo que os Estados Unidos aceitem “a nova rota acertada entre Irã e Omã para a passagem de navios” e reduzam sua pegada militar no Oriente Médio.

Apesar de uma trégua nos confrontos desde setembro, o cenário permanece instável com ameaças mútuas. Donald Trump declarou no domingo (2) que avalia desferir novos ataques contra instalações iranianas. “A única razão pela qual ainda não acabei com o Irã é porque quero ser gentil. Quero tentar salvar todas estas vidas, se puder”, afirmou Trump no domingo, durante um comício em Iowa, às vésperas das eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, marcadas para terça-feira (3). “Mas, em algum momento, teremos que desferir um golpe contundente contra eles”, acrescentou.

Em resposta às declarações do líder norte-americano, Teerã elevou o tom. “Qualquer ato de agressão contra o Irã […] receberá uma resposta contundente, imediata e global da nossa parte”, declarou Baqaei.

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