A Polícia Civil do estado de São Paulo está conduzindo as investigações sobre a morte da empresária Priscila Lacerda Custodio, de 24 anos. O crime ocorreu na última terça-feira (27), no quilômetro 463 da Rodovia Cândido Portinari, na cidade de Rifaina (SP), e o caso é tratado pelas autoridades como feminicídio.
A viagem e a dinâmica do crime
A vítima havia saído de Perdizes (MG), onde residia, e percorrido cerca de 100 quilômetros acompanhada pelo irmão e por uma amiga. O objetivo da viagem era devolver uma caminhonete pertencente a João Roberto Bolelli, de 62 anos, com quem ela desejava romper o relacionamento.
Na entrada de uma propriedade rural, ocorreu um desentendimento. Relatos de testemunhas indicam que o pecuarista sacou uma arma e efetuou o disparo que atingiu o abdômin da jovem. “Foi muito rápido, em uma fração de segundos”, relatou à EPTV o irmão da vítima, Geovane Santana, que estava no local do crime.
Priscila chegou a ser socorrida e encaminhada a uma unidade de saúde local, mas não resistiu aos ferimentos. O suspeito fugiu utilizando o próprio veículo que havia sido devolvido e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça de Pedregulho (SP) no dia seguinte, sendo considerado foragido.
Quem eram a vítima e o suspeito
Priscila trabalhava com marketing digital e atuava profissionalmente desde os 16 anos, quando começou como bartender. “Nunca precisou de nada de ninguém”, afirmou o irmão Geovane. Ela ajudava a sustentar a família e mantinha planos de mudança para Uberlândia (MG) com o namorado.
Por sua vez, João Roberto Bolelli é um pecuarista natural de Rifaina. O investigado possui antecedentes criminais por violência contra a mulher, incluindo condenações e prisões anteriores por descumprimento de medidas protetivas e vias de fato. Além disso, o homem enfrenta disputas judiciais prolongadas com familiares envolvendo herança, justamente na região onde o crime aconteceu.
Histórico de ameaças e perseguição
De acordo com relatos prestados à polícia, o casal mantinha um envolvimento casual desde junho, mas o pecuarista não aceitava o término. Depoimentos apontam que Bolelli fazia ameaças constantes, afirmando que “se ela não fosse dele, não seria de mais ninguém”, e chegou a contratar um investigador particular para monitorar a empresária.
Quatro dias antes do homicídio, a vítima teria sofrido agressões físicas e novas ameaças de morte. Temendo a situação, Priscila pediu ao irmão que a acompanhasse na entrega do veículo. O inquérito policial segue em andamento sob a coordenação do delegado Fábio Branquinho, enquanto as equipes policiais realizam buscas para localizar o atirador.






