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Gás de cozinha encarece na Bahia e botijão pode subir até R$ 15

Gás de cozinha fica mais caro na Bahia a partir deste domingo; reajuste pode elevar preço do botijão em até R$ 15

O valor do gás de cozinha sofrerá uma elevação expressiva em território baiano a partir deste domingo (1º). Com um avanço de 17,5% no insumo repassado às empresas distribuidoras, a expectativa é de que o cidadão pague entre R$ 12 e R$ 15 a mais na aquisição do botijão de 13 kg.

Impacto na Refinaria de Mataripe A confirmação da mudança partiu de Robério Souza, presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás do Estado da Bahia (Sinrevgas). Segundo ele, este será o maior reajuste registrado desde que a Acelen assumiu a operação da Refinaria de Mataripe, em dezembro de 2021.

O dirigente sindical destacou que a alteração nos valores repercutirá de maneira imediata em toda a rede de logística e comércio varejista. Dessa forma, a população baiana notará a diferença nos preços logo nos próximos pedidos de abastecimento domiciliar.

Justificativa da Acelen Por meio de nota oficial, a Acelen comunicou que a tarifa do GLP comercializado pela Refinaria de Mataripe para as distribuidoras saltou de R$ 3.971,60 por tonelada para R$ 4.664,90 por tonelada.

A corporação argumentou que a sua diretriz de precificação obedece a premissas mercadológicas, englobando elementos como a cotação global do petróleo, a taxa de câmbio e as despesas com transporte. Conforme a empresa, os valores praticados oscilam positivamente ou negativamente de acordo com a flutuação desses indicadores.

Histórico de variações em 2026 Informações levantadas pelo segmento de revenda indicam que esta é a sétima alta contabilizada no decorrer de 2026. O ano foi marcado por uma alternância constante entre acréscimos e reduções no custo do produto energético.

O mês de janeiro começou com acréscimo de 2,38%, seguido por recuo de 4,19% em fevereiro e estabilidade em março. A sequência seguiu com altas de 15,2% em abril e de 4,3% em maio — período em que o comércio absorveu o custo sem repassar tudo à população.

Posteriormente, o item encareceu 9,59% em junho, mas abrandou com quedas de 6,8% em julho e de 7,1% em agosto, antes de nova alta de 9% em outubro.

Com a nova investida de 17,5%, o índice supera todas as demais oscilações observadas no mercado baiano desde janeiro, pressionando o orçamento das famílias.

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