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Flávio Bolsonaro quer afastamento de Moraes em inquérito no STF

Flávio pede que Alexandre de Moraes deixe investigação

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protocolou três petições junto ao Supremo Tribunal Federal para tentar alterar os rumos de uma investigação que envolve seu nome e sua relação com o advogado Willer Thomaz. As medidas jurídicas foram movimentadas no final da noite de sexta-feira, 30.

Pedido de redistribuição para André Mendonça

Em uma das petições enviadas ao presidente da Corte, Edson Fachin, os advogados do parlamentar exigem que o caso seja redirecionado ao ministro André Mendonça. A defesa sustenta que Mendonça é o relator prevento por já liderar investigações correlatas, a saber, a Operação Sem Desconto.

“Todos os elementos dos autos convergem para a prevenção do Exmo. Ministro André Mendonça”, afirma a defesa.

O material enviado ao tribunal pontua que o magistrado supervisiona a Operação Sem Desconto desde agosto de 2025 e um segundo procedimento sobre a estrutura de Thomaz desde julho de 2026.

Alegação de suspeição do relator atual

Através de um segundo recurso entregue a Fachin, a equipe jurídica requer a declaração de impedimento e suspeição do ministro Alexandre de Moraes. O argumento central baseia-se no fato de que o inquérito abrange uma empresa detentora de uma aeronave utilizada pelo senador.

Conforme os defensores, cotas referentes a esse avião foram destinadas ao escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, por meio de um contrato estabelecido com o Banco Master.

Contestação das medidas restritivas

Diretamente direcionado a Moraes, o terceiro pedido protocolado cobra a anulação das sanções aplicadas, que incluem a retenção do passaporte e a proibição de ausentar-se do país. Os advogados refutaram as justificativas usadas para impor os bloqueios, rebatendo a menção de que o senador seria contato prioritário no aplicativo de mensagens do advogado e que passagens foram custeadas por ele.

A defesa atribui tais ocorrências estritamente a laços de amizade e refuta a suposta existência de uma conta bancária compartilhada citada na ordem judicial, ressaltando que o Banco Santander desmentiu tal dado. Por fim, os representantes legais asseguraram total abertura para cooperar com o tribunal e confirmaram a presença do político em eventuais convocações futuras.

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