O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar deixará a Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, com destino a um estabelecimento prisional estadual no Rio de Janeiro. A mudança de unidade foi confirmada pela Secretaria de Estado da Polícia Penal (Seppen).
Operação Unha e Carne e prisão preventiva A detenção de Bacellar ocorreu em 27 de março, executada pela Polícia Federal (PF) durante a terceira fase da Operação Unha e Carne. A ordem para a prisão partiu do ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF).
As investigações apontam que o político é suspeito de envolvimento em obstrução de justiça e no repasse de dados sigilosos associados à facção criminosa Comando Vermelho (CV).
Tramitação da transferência Em comunicado oficial repassado à imprensa, a Seppen pontuou que mantém diálogos com a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) com o objetivo de concretizar o deslocamento do detento.
“A Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) informa que foi comunicada oficialmente da decisão. A Seppen está em tratativas com a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) para viabilizar o cumprimento da determinação judicial”Nota da Seppen
Virada jurídica no STF No mês de agosto de 2026, os ministros que compõem a Primeira Turma do STF votaram, por unanimidade, pela aceitação da denúncia, transformando Bacellar em réu. O colegiado também incluiu na decisão o ex-deputado estadual Thiego Raimundo de Oliveira Santos, o TH Joias, e o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto.
O relator da matéria, Alexandre de Moraes, teve seu voto seguido pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. A medida judicial também alcançou Jéssica de Oliveira Santos e Thárcio Nascimento Salgado.
Acusações da Procuradoria-Geral da República De acordo com a denúncia formulada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), o quinteto responde pelo crime de obstrução de investigação de infração penal vinculada a organização criminosa armada, considerando o concurso de funcionário público.
Adicionalmente, Macário Ramos enfrenta acusações por violação de sigilo funcional, enquanto Thárcio é apontado pelo crime de favorecimento pessoal.
Contexto da Operação Zargun Os episódios investigados ocorreram entre 2 e 3 de setembro de 2025, dias antes da deflagração da Operação Zargun. O inquérito revelou um suposto vazamento de informações sobre medidas cautelares que almejavam alvos com conexões diretas com o CV.






