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Jornal argentino revela detalhes cinematográficos da fuga de Flávio Bolsonaro

Carros camuflados, jatos e ajuda dos EUA: jornal argentino detalha fuga de Flávio

A saída de Flávio Bolsonaro rumo aos Estados Unidos após a derrota eleitoral foi marcada por uma operação complexa que remete a tramas de espionagem internacional. A revelação foi publicada pelo periódico argentino Clarín, detalhando que a movimentação contou com suporte logístico norte-americano e o aluguel de múltiplas aeronaves para despistar autoridades e garantir o sucesso do plano.

Estratégia de distração no aeroporto

Na véspera da partida oficial, uma van com vidros escurecidos chegou ao aeroporto de Puerto Iguazú no final da noite, gerando a falsa impressão de que a família do político estava a bordo. A decolagem imediata de um jato Gulfstream rumo a Miami serviu como cortina de fumaça, enquanto a verdadeira operação de embarque ocorreu de forma sigilosa pouco antes.

Agentes dos Estados Unidos teriam coordenado o acesso de um veículo por uma entrada restrita na pista, afastando temporariamente funcionários locais de segurança e imigração. Enquanto isso, lideranças políticas já propagavam publicamente que a partida havia ocorrido, servindo como manobra para encobrir o cronograma real da fuga.

Intervenção estrangeira e apoio logístico

A apuração da imprensa argentina destaca que a articulação internacional foi mais ampla do que se previa inicialmente. O presidente argentino Javier Milei teria determinado o envio confidencial de seu principal assessor, Santiago Caputo, à província de Misiones para assegurar o suporte necessário à operação clandestina.

Para mitigar riscos, foram contratados ao menos três jatos particulares que atuaram como rotas alternativas, incluindo opções posicionadas em território paraguaio. Várias aeronaves decolaram simultaneamente para os Estados Unidos com o propósito de dificultar o rastreamento do voo real que transportava os alvos da operação.

Viagem terrestre e uso de veículos-isca

Antes de alcançar o território argentino, a família percorreu por terra aproximadamente 1,6 mil quilômetros, partindo de Brasília em direção à região de Foz do Iguaçu. A alternativa rodoviária foi adotada após o proprietário de um avião fretado cancelar o serviço por conta de restrições judiciais que impediam a saída do político do país.

Para despistar qualquer monitoramento durante o trajeto terrestre, a comitiva utilizou táticas de dispersão. O deslocamento a partir da residência oficial envolveu a saída sequencial de seis veículos diferentes que funcionaram como “iscas” para confundir eventuais equipes de perseguição.

Consequências políticas nos Estados Unidos

A opacidade em torno da operação e o envolvimento de uma potência estrangeira em solo sul-americano provocaram desdobramentos diplomáticos. Parlamentares do Partido Democrata norte-americano questionaram formalmente o Departamento de Estado, exigindo esclarecimentos sobre o grau de participação de funcionários da Casa Branca na fuga.

As autoridades dos Estados Unidos, incluindo o secretário Marco Rubio, receberam prazos estipulados pelo Congresso para responder a questionamentos sobre a possível assistência prestada ao líder político brasileiro durante o trajeto até a Flórida.

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