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Indústria em Pernambuco busca diversificação e novos mercados

Da cana ao petróleo: como indústria de Pernambuco se transformou e o que falta para setor crescer

A economia industrial de Pernambuco passou por profundas transformações ao longo dos séculos, abandonando gradualmente a dependência exclusiva do cultivo da cana-de-açúcar para abraçar novos setores, como o automotivo e o de refino de petróleo.

Transformações no parque fabril Apesar da modernização dos antigos engenhos em usinas produtivas, o estado ainda lida com barreiras estruturais que dificultam a abertura de novas fábricas e a criação de postos de trabalho qualificados, elevando o debate sobre os riscos de desindustrialização na região.

Em 2025, o subsetor de alimentos liderou as contratações formais no setor produtivo pernambucano, respondendo por quase 35% das 98.290 admissões registradas no período, conforme estatísticas da Secretaria de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo de Pernambuco. Outros segmentos que se destacaram foram o de confecção e vestuário, com 8.563 vagas, e o de minerais não metálicos — que abrange cimento, cerâmica e vidro —, com 6.587 contratações.

Já no acumulado de 2026, a produção industrial avançou 13,9% entre janeiro e agosto, impulsionada majoritariamente pelas operações da Refinaria Abreu e Lima, instalada no Complexo Industrial Portuário de Suape.

Novos polos e investimentos estratégicos O perfil produtivo pernambucano ganhou novos contornos nas últimas décadas com a chegada de empreendimentos de grande porte. O Polo Automotivo Stellantis, em Goiana, consolidou o setor de veículos como um dos mais dinâmicos do território estadual.

Na mesma cidade, a inauguração da fábrica da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia em agosto de 2025 reforça o compromisso de atender à demanda nacional do Sistema Único de Saúde.

Desafios tecnológicos e mercado de trabalho Especialistas apontam que a baixa inserção de tecnologias avançadas e o déficit em pesquisa e desenvolvimento continuam limitando a competitividade do Grande Recife. Segundo análises acadêmicas, a perda relativa de participação industrial na economia resulta em um mercado de trabalho vulnerável e na migração forçada de trabalhadores para o setor de serviços.

Para reverter esse quadro, o governo estadual aposta em parcerias com instituições de ensino superior, na transição energética e na expansão da infraestrutura de transportes para atrair novos negócios e fortalecer a economia local.

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