O transporte de um transformador gigante de usina eólica com 520 toneladas e 98 metros de comprimento foi um dos grandes destaques da semana no Centro-Oeste de Minas.
Megatransformador cruza rodovias mineiras
A carga superdimensionada saiu de Jundiaí, em São Paulo, com destino final na cidade de Barra, na Bahia. Na última terça-feira (27), o comboio cruzou o município de Córrego Danta pela rodovia BR-262 até acessar a BR-354 no sentido de Patos de Minas.
De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a composição pernoitou em um posto de combustíveis e retomou a viagem pela manhã. No quilômetro 571, na região do Trevo da Estalagem, o veículo deixou a via federal e seguiu pela rodovia estadual. A operação contou com escolta da PRF no trecho federal e da Polícia Militar (PM) após a mudança de rota.
Apelo pela união política
Outro momento marcante ocorreu no domingo (25), antes da votação do segundo turno em Divinópolis. O governador eleito Cleitinho Azevedo (Republicanos), que obteve mais de 6,3 milhões de votos (55,40% dos válidos) no pleito do dia 4 de outubro contra os cerca de 3 milhões do adversário Patrus Ananias (PT), protagonizou um gesto simbólico com eleitores.
Antes de falar com a imprensa, ele reuniu um apoiador de Lula e outro de Flávio Bolsonaro, pedindo que ambos se abraçassem como demonstração de respeito democrático.
“Faz o L, faz o 22. Isso é democracia! Se o Bolsonaro ganhar amanhã, eu vou procurar ele. Se o Lula ganhar, eu vou procurar ele. Eu vou governar para vocês, para todos”, afirmou.
Polêmica sobre boicote a empresas
A semana também foi marcada pela circulação nas redes sociais de uma relação que incentiva o boicote a estabelecimentos comerciais e empresários de Divinópolis e Itaúna devido a supostas preferências políticas nas eleições presidenciais.
O material aponta diversos setores, como restaurantes, lojas, supermercados, profissionais da saúde e prestadores de serviços autônomos. Entre as recomendações, a publicação pedia que a população deixasse de comprar, contratar ou procurar esses profissionais, além de sugerir o encerramento de doações e viagens para o Nordeste, enquanto estimulava a disseminação dos nomes.
Diante do caso, a Polícia Civil de Minas Gerais aconselhou que os afetados formalizem o boletim de ocorrência, principalmente se sofrerem ameaças ou constrangimentos. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) emitiu uma nota repudiando o ato, ao passo que a Procuradoria Regional do Trabalho recomendou que os alvos evitem qualquer interação com o material para impedir a ampliação do alcance digital da postagem.






