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Fábio Felix quer ser voz de resistência no novo Congresso nacional

Deputado federal mais votado do DF, Fábio Felix diz que será resistência em Congresso conservador; veja entrevista

Com uma votação expressiva que alcançou 224.224 votos nas eleições de 2026, Fábio Felix (PSOL) se consolidou como o deputado federal mais votado do Distrito Federal. O resultado representou quatro vezes a marca obtida no pleito anterior para a Câmara Legislativa do DF (CLDF), onde já havia feito história como o distrital mais votado da capital.

Articulação política e defesa de direitos O parlamentar eleito destacou que sua atuação na Câmara dos Deputados será marcada pela firmeza na proteção de direitos trabalhistas e das pautas da população LGBTQIA+. Diante de um cenário político mais desafiador, ele garantiu que haverá forte oposição a medidas consideradas prejudiciais à sociedade.

“Não há negociação para flexibilização de direitos. Nesse caso, não há qualquer negociação”, afirmou.

Apesar de antecipar um ambiente de forte embate com a bancada conservadora, Felix ressaltou que manterá canais abertos para o diálogo em pautas que permitam algum tipo de mediação e consenso.

Investigações e custo de vida Entre as prioridades para o mandato que se inicia em fevereiro de 2027, o deputado apontou a necessidade de criar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar os desdobramentos envolvendo o Banco Master e os impactos financeiros sofridos pelo Banco de Brasília (BRB).

Além disso, o controle do custo de vida figurará no centro de suas propostas legislativas. O plano inclui a formulação de leis federais voltadas para a contenção de reajustes abusivos em aluguéis e a implementação da tarifa zero nos transportes públicos.

Trajetória e histórico político Assistente social formado pela Universidade de Brasília (UnB), professor e ativista, Felix atuou em órgãos de atendimento a adolescentes em situação de rua e no sistema socioeducativo antes de ingressar na política institucional. Em 2018, tornou-se o primeiro parlamentar assumidamente gay eleito para a CLDF, onde presidiu a Comissão de Direitos Humanos e participou de importantes investigações, como as CPIs do Feminicídio e dos Atos Antidemocráticos.

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