O governador do Piauí, Rafael Fonteles, desmentiu qualquer tratativa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou com terceiros a respeito de sua eventual participação em um cargo no quarto mandato do petista. A manifestação ocorre em meio a especulações de bastidores que o apontam como o principal favorito para comandar o Ministério da Fazenda.
Negativa sobre agenda presidencial e futuro político Boletos divulgados na imprensa nesta quinta-feira (29) indicavam que Lula realizaria uma viagem ao Piauí na próxima semana para formalizar um convite ao político estadual. No entanto, o chefe do Executivo piauiense utilizou sua conta na rede social X para rechaçar tanto a existência da reunião quanto os rumores sobre sua ida para a Esplanada dos Ministérios.
Por meio de publicação oficial, o governador esclareceu os fatos: “Reforço o que disse em algumas entrevistas: nunca tratei com o Presidente Lula ou com qualquer outra pessoa (seja familiar, amigo, aliado ou adversário) sobre cargos no seu próximo mandato e muito menos sobre política econômica. Informo também que não tenho conhecimento sobre nenhuma visita do Presidente ao nosso Estado”.
Atuação na campanha e o desafio do mandato estadual Na mesma postagem, o político destacou que prestou uma “modesta contribuição” para o triunfo de Lula, que superou o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa eleitoral do último domingo com 64 milhões de votos. Após o primeiro turno, ele assumiu a coordenação de comunicação da campanha e participou rotineiramente das reuniões estratégicas em Brasília.
Formado em matemática e bem avaliado pelos agentes do mercado financeiro, o governador passou a ser cogitado para a pasta econômica após a vitória nas urnas. O principal entrave institucional para a mudança de planos é o fato de ter sido reeleito no dia 4 com 70,90% dos votos válidos, alcançando o maior percentual de vitória do país.
Caso o gestor decida aceitar um posto na administração federal sem sequer tomar posse do governo estadual, o cenário representará um fato inédito em 108 anos na política do Piauí, marcando a primeira vez que um candidato escolhido pelo voto popular desiste de assumir o Executivo local.






