O presidente Lula se reuniu nesta quinta-feira (29) com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, no Palácio da Alvorada, para debater o futuro da relação diplomática e comercial entre o Brasil e os Estados Unidos.
Diálogo com o chanceler O encontro, que durou cerca de duas horas e meia, serviu para alinhar os próximos passos da diplomacia brasileira. O chanceler viaja nesta sexta-feira (30) rumo aos Estados Unidos para integrar a reunião de chanceleres do G20, momento em que deve se encontrar com o secretário de Estado americano, Marco Rubio. A avaliação de fontes governamentais é de que o país mantém disposição para o diálogo construtivo.
Diplomacia e comércio exterior A gestão federal busca preservar o pragmatismo no comércio bilateral, especialmente diante do desafio de negociar o chamado tarifaço imposto pelos americanos. Além disso, existe a expectativa de um encontro oficial entre Lula e Donald Trump durante a cúpula do G20, agendada para os dias 14 a 15 de dezembro.
Articulação política e novos canais Durante a agenda oficial no Palácio da Alvorada, o deputado André Janones (Rede) também esteve reunido com o chefe do Executivo para almoçar. Responsável pela gestão do canal digital voltado ao apoio governamental, o parlamentar comentou sobre a estratégia de comunicação: “A gente quer ajudar ele com esse canal a compensar a minoria na Câmara e no Senado. Eu acho que a gente vai auxiliar ali e ajudar na governabilidade”.
Pronunciamento oficial e agradecimentos Em recuperação vocal, o presidente utilizou as redes sociais para divulgar uma mensagem em formato de áudio e foto, confirmando que fará um pronunciamento oficial na próxima semana. Na ocasião, ele reforçou os agradecimentos ao eleitorado: “Eu quero agradecer. Nada, nada pagará a gratidão que eu tenho por vocês, porque vocês resolveram assumir a responsabilidade de cuidar do Brasil”.
Foco na responsabilidade fiscal Em entrevista concedida à GloboNews, o ex-ministro da Casa Civil e senador eleito Rui Costa (PT) destacou as diretrizes econômicas e o compromisso da administração federal com o equilíbrio financeiro: “Ele vai buscar combinar crescimento do país, manutenção dos compromissos assumidos ao longo de quatro anos e agora na campanha, mas também mantendo e reafirmando a sua responsabilidade fiscal, seu compromisso com o equilíbrio das contas. Ele já governou há três anos esse país. Em momento nenhum, ele se descolou do compromisso fiscal. Nos três mandatos dele, ele seguiu à risca o seu compromisso fiscal e não largou o país endividado, com contas sem estar registradas no Orçamento do ano seguinte”.






