A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (29) uma grande operação para desarticular um esquema de desvio de recursos públicos que teria movimentado cerca de R$ 75 milhões em contratos superfaturados no Tribunal de Contas de Mato Grosso.
Operação Tomada de Contas cumpre dezenas de mandados As investigações apontam que o presidente do órgão estadual, Sérgio Ricardo de Almeida, é suspeito de liderar a organização criminosa. Para cumprir as ordens judiciais expedidas pelo Superior Tribunal de Justiça, mais de 180 policiais federais saíram às ruas para executar 6 mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão em três estados brasileiros: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Além disso, a Justiça determinou o sequestro de bens e a quebra de sigilos dos investigados.
Afastamentos e suspeita de corrupção As ordens de prisão assinadas pelo ministro Og Fernandes também atingiram outros cinco suspeitos, resultando no afastamento de três conselheiros, incluindo o corregedor-geral Antonio Maluf. O levantamento aponta que sete conselheiros podem ter recebido um montante de R$ 48,4 milhões em propinas ligadas a empresas parceiras. Os crimes sob apuração incluem lavagem de dinheiro, organização criminosa e delitos contra a administração pública.
Análise financeira e modus operandi Os investigadores examinam a hipótese de que a suspensão intencional de contratos administrativos servia como instrumento de pressão contra fornecedores, além da verificação de tratamento preferencial no repasse de verbas. O escrutínio financeiro abrange movimentações atípicas de servidores, discrepâncias em pagamentos a companhias contratadas e saques frequentes em espécie.
Posicionamento oficial do órgão investigado Em nota oficial divulgada à imprensa, o TCE-MT se manifestou sobre o caso: “O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), diante dos recentes acontecimentos envolvendo membros do colegiado e servidores, em decorrência de decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), informa que adotará todas as providências necessárias ao cumprimento das determinações da Justiça.” O comunicado prossegue detalhando as medidas internas adotadas após a ação policial: “A instituição assegura aos servidores, aos órgãos públicos jurisdicionados e à sociedade mato-grossense o compromisso com a normalidade administrativa, a continuidade dos trabalhos e a regularidade das atividades institucionais.” A nota assinada pelo vice-presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, conselheiro Waldir Júlio Teis, conclui informando as alterações no calendário: “Ficam suspensos o expediente e os prazos processuais desta quinta-feira (29), bem como a sessão plenária prevista para a próxima terça-feira (3), para fins de organização processual.” “O TCE-MT seguirá atuando com responsabilidade e serenidade, em observância à legalidade e ao cumprimento de sua missão constitucional de controle externo.” “Conselheiro Waldir Júlio Teis” “Vice-presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso”
Até o momento do fechamento desta matéria, as defesas dos principais investigados não foram localizadas para comentar as acusações, mas o espaço permanece aberto para futuras manifestações.






