O cenário político internacional voltou a mirar o pleito brasileiro nesta quinta-feira, 29, quando Jason Miller, aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, colocou em dúvida a divergência de sufrágios entre Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL) na etapa definitiva da disputa pela presidência.
Questionamento estatístico nas redes sociais
Por meio de uma postagem na rede social X, Miller apontou incoerências em dados referentes a 4,3 mil localidades. O colaborador do governo norte-americano classificou o avanço do petista entre o primeiro e o segundo turno como “matematicamente impossível”, argumentando que o desempenho desconsideraria a quantidade de eleitores que apoiaram nomes conservadores na fase inicial do pleito.
Para fundamentar sua tese, o estrategista político utilizou métricas creditadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), traçando um paralelo direto entre a expansão numérica obtida pelos dois concorrentes em grandes centros urbanos brasileiros.
Diferenças de votos nas principais capitais
Na cidade de São Paulo, por exemplo, o petista angariou aproximadamente 812 mil novos eleitores na fase final, ao passo que o representante do PL somou cerca de 337 mil, resultando em um descompasso de 475 mil votos entre ambos.
Uma tendência semelhante foi registrada no Rio de Janeiro, onde o candidato do PT ampliou sua base em cerca de 374 mil adeptos, superando os 123 mil agregados pelo parlamentar. Já em Salvador, a disparidade alcançou 179 mil sufrágios, impulsionada por um acréscimo de 210 mil para Lula e de 31 mil para Flávio.
O panorama se repetiu em Fortaleza, onde o petista adicionou 135 mil nomes à sua contagem, contra 33 mil do adversário. Em Belo Horizonte, o cenário indicou uma ampliação de 149 mil para o ex-presidente e de 74 mil para o senador.
Críticas de Donald Trump Jr. ao STF
As contestações ao processo eleitoral brasileiro também partiram de Donald Trump Jr., herdeiro do líder da Casa Branca. Através de sua conta no X, o empresário direcionou críticas à decisão emitida pelo ministro Cristiano Zanin, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a dilação do período de votação em duas horas no dia 25 de outubro.
A determinação judicial ocorreu após solicitação formal da coligação de Lula, que apontou problemas logísticos no transporte coletivo em diversas áreas do país. Embora a petição inicial contemplasse todo o país, o magistrado limitou a medida às zonas eleitorais que ainda apresentavam filas no horário convencional de encerramento, fixado para as 17h.
Além disso, o filho do mandatário americano expressou insatisfação com a cobertura da grande imprensa dos Estados Unidos em relação ao episódio, sugerindo que a repercussão midiática seria distinta caso uma administração conservadora tivesse implementado providência equivalente. O posicionamento de Trump Jr. veio como resposta a uma postagem do advogado Martin De Luca, que igualmente havia colocado em xeque a deliberação da Suprema Corte.






