O jornalista Paulo Figueiredo revelou que o ChatGPT auxiliou na produção das diferentes versões da nota divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após sua saída do país em direção aos Estados Unidos. De acordo com o profissional de imprensa, a explicação para as divergências entre os documentos é simples, afastando o que classificou como “teorias da conspiração mirabolantes” que circularam nas redes sociais.
H2 Detalhes sobre a edição do documento e o uso do ChatGPT H3 Modificações no texto e símbolos oficiais
Conforme o relato, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) solicitou à inteligência artificial que incluísse o brasão da República no material. No entanto, o sistema selecionou uma imagem antiga, da época em que o país era grafado com Z, gerando confusão entre os envolvidos que não compreenderam o motivo da substituição.
Outro equívoco apontado envolveu a permanência de um trecho de rascunho em que o parlamentar se autodenominava o “verdadeiro presidente eleito”. Na revisão posterior, o trecho foi modificado para “verdadeiro líder”. O jornalista explicou que a alteração reflete melhor o contexto jurídico e possui um peso moral, ressaltando que “A liderança não se exerce com a caneta, e sim com o exemplo”.
H2 Cronologia das publicações e contexto da saída do país
O material passou por diversas iterações e contou com a colaboração de múltiplos autores antes de ser distribuído à imprensa com autorização prévia. Após a constatação das falhas, os ajustes foram feitos e o próprio senador publicou o arquivo final em suas redes sociais para evitar conflitos de informação.
Ao comentar as modificações, o jornalista afirmou que “o essencial está expresso com precisão pelo Flávio” e reforçou que “Estas eleições foram ilegítimas, ele não reconhece o resultado e continuará lutando para restaurar a democracia no Brasil”, classificando os debates sobre a edição como um “fetiche da imprensa”.
O comunicado passou por três etapas distintas naquele dia: às 16h43, com o brasão antigo contendo a grafia “Estados Unidos do Brazil”; às 16h56, com a correção do símbolo nacional, mas mantendo a menção de “presidente eleito”; e às 17h41, quando o termo foi alterado definitivamente para “líder do Brasil”.
O parlamentar deixou o território nacional acompanhado da esposa e das duas filhas por receio de eventuais determinações judiciais do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A Polícia Federal solicitou a retenção do passaporte do político sete minutos após a proclamação oficial do resultado do pleito presidencial de 25 de outubro de 2026, que consagrou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vitorioso com 64.256.232 votos (51,79%), superando os 59.826.041 sufrágios (48,21%) obtidos por Flávio Bolsonaro. O pedido foi imediatamente acatado pela Justiça.






