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Tarcísio inicia conversas para definir a sucessão na presidência da Alesp

Tarcísio começa articulação para definir próximo presidente da Alesp

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), deve iniciar nas próximas semanas uma série de encontros com as bancadas partidárias que compõem a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). O objetivo principal dessas tratativas é alinhar as prioridades legislativas e dar o pontapé inicial nas articulações para a escolha do próximo comandante da Casa.

Sucessão na Assembleia Legislativa As reuniões contarão com o apoio do atual presidente da Alesp, André do Prado (PL). Ele esteve à frente do Legislativo paulista durante os últimos quatro anos e assumirá uma vaga no Senado Federal a partir de 2027. A expectativa nos bastidores era de que as negociações sucessórias tivessem início logo após o término do segundo turno das eleições.

Alianças e conversas entre partidos Embora o governador deva escutar todas as legendas da base aliada, o foco das negociações se concentrará nas bancadas do PL e do Republicanos. Conforme apurado nos bastidores, Tarcísio e André do Prado já vinham debatendo o assunto, e o chefe do Executivo estadual teria sinalizado que a chefia da Assembleia deve permanecer com o PL, sigla responsável por eleger a maior bancada, somando 27 cadeiras.

Disputas internas e acomodação de cargos Nos bastidores políticos, PL e Republicanos travavam uma disputa pelo controle da mesa diretora. Como alternativa para conciliar os interesses de ambas as siglas, avalia-se a possibilidade de manter o deputado estadual Gilmaci Santos na liderança do governo na Alesp, enquanto o comando da presidência ficaria sob a responsabilidade do PL.

No entanto, a própria legenda liberal registra disputa interna. O atual líder do partido, Alex Madureira, demonstra interesse no cargo, assim como outros parlamentares considerados “veteranos”. Por outro lado, deputados recém-chegados, a exemplo de Rogério Franco, ex-prefeito de Cotia, tentam viabilizar suas candidaturas. Ainda assim, os deputados mais antigos rejeitam a hipótese de novatos na função, defendendo que o escolhido precisa ser experiente e demonstrar grande capacidade de diálogo, inclusive com os parlamentares da oposição.

A definição do novo comando do Legislativo paulista ocorrerá para a legislatura que se inicia em fevereiro de 2027, momento em que o posto hoje ocupado por André do Prado ficará desocupado.

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