A Polícia Federal protocolou no Supremo Tribunal Federal um pedido de apreensão dos documentos de viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apenas sete minutos após o Tribunal Superior Eleitoral confirmar a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no pleito presidencial de 25 de outubro de 2026. O magistrado Alexandre de Moraes acolheu a solicitação ainda no mesmo dia, e a intimação formal ocorreu na segunda-feira seguinte (26).
Cronologia da representação policial O documento da corporação policial foi assinado exatamente às 21h16 daquele domingo. Por sua vez, o sistema do TSE oficializou a derrota de Flávio para Lula às 21h09, momento que marcou a virada nos números da disputa pelo Palácio do Planalto.
Votação e margem da eleição O resultado consolidado apontou a vitória do candidato petista com 64.256.232 votos (51,79%), enquanto o senador contabilizou 59.826.041 votos, equivalentes a 48,21% da preferência do eleitorado nacional.
Motivação e bastidores da decisão judicial De acordo com o parlamentar investigado, a ordem expedida pelo ministro teve como pano de fundo uma manifestação pública de seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Em entrevista concedida a uma rede estrangeira dos Estados Unidos, país onde reside atualmente, Eduardo defendeu a partida do irmão caso o resultado das urnas fosse desfavorável. “Se meu irmão não ganhar, eu sou a favor de que meu irmão saia do país. Com certeza. Com certeza”, declarou o ex-deputado.
Desdobramentos e saída do país Após a oficialização do pleito e a movimentação das autoridades de segurança, o senador, sua esposa e as duas filhas deixaram o território nacional. A viagem ocorreu em meio ao receio da família em relação a possíveis medidas judiciais conduzidas pelo relator do caso no STF. A intimação policial só foi efetivamente entregue no dia seguinte, logo após o político realizar uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre regime de prisão domiciliar na capital federal.






