A Polícia Federal deflagrou na última quarta-feira (28.out.2026) a operação Indefeso, contando com a parceria da Controladoria Geral da União. O objetivo da ação é desmantelar uma rede criminosa especializada em cometer fraudes na liberação do Seguro Defeso, subsídio financeiro vital que garante sustento aos pescadores artesanais enquanto a pesca fica proibida por lei.
Logística da operação e bloqueio de bens
Para cumprir 35 mandados de busca e apreensão espalhados por 16 cidades do Maranhão, a corporação mobilizou cerca de 160 agentes. A Justiça também determinou o afastamento cautelar de 2 funcionários públicos apontados como participantes do esquema ilegal, além de impor 17 medidas cautelares alternativas à prisão para paralisar as atividades da quadrilha e resguardar as provas.
Como forma de assegurar a devolução dos valores desviados e impedir que os suspeitos escondam o patrimônio acumulado, a Justiça ordenou o congelamento de cerca de R$ 400 milhões em bens e ativos financeiros ligados aos alvos da investigação.
Modus operandi e impacto bilionário
Conforme apurado pelas autoridades, o grupo criminoso operava injetando dados falsos em plataformas digitais do governo e fazendo uso de papelada adulterada, contando com a cumplicidade tanto de servidores quanto de cidadãos comuns.
Estimativas da corporação policial indicam que a continuidade das fraudes poderia resultar em um rombo de até R$ 10 bilhões aos cofres da União ao longo de um quinquênio. Nos endereços alvos dos mandados, os agentes apreenderam automóveis de luxo, armamentos, papéis diversos e aparelhos celulares.
Por fim, os envolvidos no esquema poderão responder perante a Justiça por crimes como organização criminosa, estelionato previdenciário, inclusão de informações falsas em sistemas públicos, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro.






