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Aliados de Flávio Bolsonaro temem enfraquecimento da oposição no Senado após viagem

Sem Flávio, aliados temem perder força no Senado para barrar indicações de Lula ao STF

Bastidores da política em Brasília revelam que a ausência do senador Flávio Bolsonaro (PL) no território nacional gerou apreensão entre correligionários, que enxergam riscos diretos para a estratégia do grupo na Casa legislativa.

A articulação contra o governo A principal apreensão nos corredores legislativos é a perda de capital político da ala oposicionista, dificultando eventuais pedidos de impeachment contra magistrados do Supremo Tribunal Federal (STF) ou barreiras às escolhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a mais alta corte do país.

O tabuleiro da sucessão no Congresso O sinal de alerta disparou com a oficialização do apoio de legendas como PP e União Brasil à recondução de Davi Alcolumbre (PP) ao comando do Senado. A ala bolsonarista apostava na vitória de Rogério Marinho (PL), contando com o respaldo da federação União Progressista, alinhada à chapa no pleito presidencial anterior.

O peso das futuras vagas no tribunal O controle da mesa diretora é visto como vital pela oposição devido ao calendário de sucessões no STF. Caso todas as cadeiras previstas sejam preenchidas, Lula poderá somar sete indicações entre os 11 ministros. Atualmente, o grupo petista conta com quatro nomes no colegiado: Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Cristiano Zanin e Flávio Dino.

Além da cadeira vaga desde a saída antecipada de Luís Roberto Barroso, o chefe do Executivo poderá preencher mais três vagas futuras. Entre 2027 e 2030, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes atingirão a compulsória de 75 anos. O cenário já gerava desconforto na direita desde o período anterior.

Impacto na liderança conservadora A expectativa do círculo íntimo era que Flávio Bolsonaro assumisse o comando político da tropa de choque, convertendo o expressivo volume de votos obtidos nas urnas em influência institucional e liderando a articulação oposicionista, conforme havia prometido publicamente.

A partida repentina para o exterior, contudo, pegou os parceiros políticos de surpresa e exigiu esforço de gestão de crise por parte dos remanescentes no país. Nos bastidores, a avaliação é que o episódio desorganiza o bloco conservador justamente no momento mais decisivo para a definição da mesa diretora e para o poder de influência sobre a composição futura do tribunal.

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